Consultoria prepara rating de fundos com foco em desempenho futuro

A Mercer Investment Consulting, consultoria internacional focada em investidores institucionais, prepara o lançamento de uma ferramenta de rating de fundos de investimento, que poderá ser consultada livremente no site da empresa (www.merceric.com.br). O principal diferencial do serviço, segundo o diretor da Mercer no Brasil, Thyrso Pizzoferrato, será a análise por critérios qualitativos, a fim de verificar a perspectiva de um determinado fundo superar os objetivos de longo prazo. "Ao contrário das classificações tradicionais, procuramos identificar fatores que possam influenciar a performance futura, como organização, controle de risco, equipe e política de investimentos", explicou. Desta forma, aspectos como a rentabilidade já registrada pelas carteiras são considerados, mas ficam em segundo plano na metodologia da Mercer, afirmou. Os fundos que participarão do rating serão indicados pelos próprios gestores, que serão os patrocinadores do serviço, explicou Pizzoferrato. Assim, ele acredita que os produtos diferenciados e com maior valor agregado devem ser os primeiros a fazer parte do site, que deve ser lançado em janeiro de 2007. A expectativa da Mercer é de ter entre 50 e 80 portfólios avaliados até meados do ano que vem. Recentemente, a empresa realizou apresentações a gestores e distribuidores para divulgar o sistema, e espera ter os principais produtos do mercado representados na amostra no médio prazo. Os fundos serão classificados de uma a cinco estrelas, sendo esta última a melhor avaliação. O rating só será divulgado no site com a autorização do gestor, o que deve fazer com que apenas portfólios bem avaliados sejam relacionados na página. "O gestor pode indicar o site para o cliente que deseja uma avaliação independente de desempenho", sugeriu. A Mercer espera tornar a ferramenta uma referência de mercado. Em Cingapura, primeiro país onde o serviço foi lançado, em 2002, a empresa conta com uma base de 5,3 mil usuários e mais de 2 milhões de acessos. O serviço também foi implantado em Hong Kong, Austrália e Nova Zelândia.

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