Consumo de energia na área de concessão da Light cresce 3% em 2014

O consumo total de energia na área de concessão atendida pela Light apresentou alta de 3% em 2014, na comparação com o ano anterior. De acordo com documento de apresentação dos dados referentes ao quarto trimestre, o consumo no acumulado de outubro a dezembro teve expansão de 2,5% na comparação com o mesmo intervalo de 2013.

ANDRÉ MAGNABOSCO, Estadão Conteúdo

07 de março de 2015 | 19h56

A demanda dos últimos três meses do ano passado atingiu 6.694 GWh, incluindo clientes cativos e o transporte de energia para clientes livres, impulsionado por uma expansão de 4,9% na demanda do segmento residencial e de 6% no segmento comercial. O consumo industrial, por outro lado, encolheu 7,9%. Na categoria outros, a demanda cresceu 5,3%.

As tendências do quarto trimestre se repetem quando analisados os dados acumulados do ano. A alta de 3% foi puxada por um aumento de 7,7% no consumo residencial e 4,9% no comercial. A demanda da indústria apresentou retração de 6,6%, enquanto as demais classes consumiram 3,2% mais.

A receita da Light durante o ano passado atingiu R$ 8,289 bilhões, número que desconsidera receita com construção. O resultado é 25,6% superior ao registrado pela companhia no acumulado dos últimos três meses de 2013.

Considerando apenas o quarto trimestre, a receita atingiu R$ 2,989 bilhões, um salto de 75,7%. A variação é explicada por um ajuste contábil proveniente da incorporação ao balanço dos ativos e passivos regulatórios (CVA). O ajuste foi autorizado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e voltou a ser praticado pelas distribuidoras de energia no balanço de fechamento de 2014.

As perdas totais da Light em 2014 atingiram 8.847 GWh, ou 23,3% sobre a carga fio, uma expansão de 5,9% em relação ao ano anterior. Quando analisadas apenas as perdas não-técnicas, o número cresceu apenas 3,3%, atingindo 5.927 Gwh.

Apesar da elevação na comparação anual, a proporção das perdas em relação ao total de energia faturada no mercado de baixa tensão (metodologia de cálculo Aneel) encolheu. O número foi de 40,9% em 2014, contra 42,2% do ano anterior.

A Light informou também que foram realizadas 61.219 normalizações de conexões em 2014, incluindo os segmentos de baixa, média e alta tensão. Em 2013, foram 57.962 normalizações de conexões. "Com relação à incorporação de energia em 2014, o índice foi de 279,1 GWh, comparando com 245,6 GWh em 2013, aumento de 13,7%. A recuperação de energia foi de 179,7 GWh no período, aumento de 16,6% quando comparada a 154,1 GWh em 2013", destacou a Light no documento publicado na CVM na noite de ontem.

Os indicadores de qualidade operacional da companhia também melhoraram ao longo de 2014. O índice de Duração Equivalente de Interrupção (DEC) caiu 33,4% em relação ao ano anterior e atingiu a marca de 12,25 horas. No caso do índice de Frequência Equivalente de Interrupção (FEC), a queda foi de 21,1%, para 6,56 vezes.

Para alcançar tais indicadores, a Light intensificou o ritmo de investimentos. Os desembolsos em 2014 somaram R$ 1,054 bilhão, alta de 24,7% sobre o ano anterior. O segmento de distribuição recebeu R$ 932,1 milhões, alta de 30,8% nessa base comparativa. A Light ainda investiu R$ 49,2 milhões na área de geração, R$ 15,8 milhões em comercialização e eficiência energética e R$ 57 milhões na área administrativa.

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