Contaminada pelas eleições, Bolsa sobe pela 4ª vez seguida

Avanço desta terça-feira foi de 0,56%, para os 57.436,33 pontos

Clarissa Mangueira , Agência Estado

07 de outubro de 2014 | 17h45

A Bovespa registrou sua quarta sessão seguida de alta, conduzida pelas especulações sobre a formação de alianças para o segundo turno das eleições. Após chegar a subir mais de 2% pela manhã, a Bolsa perdeu fôlego no meio da tarde, reagindo à piora das bolsas de Nova York.

No fim do dia, o Ibovespa fechou com alta de 0,56%, aos 57.436,33 pontos. O volume de negócios somou R$ 10,963 bilhões. Na máxima, a Bovespa atingiu 58.318 pontos (+2,10%) e, na mínima, 57.124 pontos (+0,01%). No mês de outubro, o índice acumula alta de 6,14% e, no ano, avanço de 11,51%.

A Bovespa abriu a sessão em alta, repercutindo rumores de que a candidata Marina Silva (PSB) poderia anunciar um apoio formal ao candidato Aécio Neves. O candidato do PSDB chegou ao segundo turno, registrando um forte desempenho no primeiro turno das eleições. De acordo com a colunista Sonia Racy, do jornal O Estado de S.Paulo, a ex-ministra teria concordado em apoiar Aécio em troca de ajustes no programa de governo tucano. Marina quer a inclusão da sustentabilidade na agenda e inserção de algumas de suas propostas nas áreas de educação e ambiente. Marina disse, nesta terça-feira, em nota oficial, que definirá a posição sobre segundo turno na quinta-feira. 

O otimismo dos agentes do mercado com a possibilidade de vitória de Aécio nas eleições ajudou a impulsionar ações de empresas estatais. Banco do Brasil ON (+3,88%), Eletrobras ON (+3,17%), Eletrobras PNB (+2,70%), Petrobrás ON (+3,91%) e Petrobrás PN (4,02%).

As ações da Vale também terminaram a sessão em alta, ajudadas pelo avanço do preço do minério de ferro. Os papeis ON subiram 0,22% e os PNA, 0,71%.

A alta da Bovespa perdeu força à tarde, à medida que os índices acionários em Nova York aceleraram as perdas após declarações do presidente do Fed de Minneapolis, Narayana Kocherlakota. Ele disse que qualquer movimento de alta de juros pelo Federal Reserve em 2015 pode ser um erro. Kocherlakota vota no Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) neste ano. Ele afirmou também que a inflação nos EUA dificilmente voltará para 2,0% antes de 2018. As afirmações foram feitas um dia antes da divulgação da ata da mais recente reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed).

No fim do pregão em Wall Street, o índice Dow Jones (-1,61%), o S&P 500 (-1,52%) e o Nasdaq (-1,56%)

O sentimento em Wall Street também refletiu as preocupações com o enfraquecimento da economia, que ganharam força hoje com dados da produção industrial da Alemanha e relatório do Fundo Monetário Internacional (FMI). A instituição disse que, para 2014, a expectativa é que o Produto Interno Bruto (PIB) global cresça 3,3%, ante 3,4% estimados em julho, quando foi divulgado o último relatório. Para 2015, a projeção baixou de 4% para 3,8%.

O Fundo rebaixou novamente a previsão de crescimento do Brasil para este ano e o próximo. O País deve ter uma das menores taxas de crescimento em 2014 entre os principais países emergentes, avançando 0,3% em 2014. Para 2015, o FMI projeta expansão de 1,4%, abaixo dos 2% que estimava em julho. 

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