Contra recessão, Japão adia aumento de impostos e convoca novas eleições

Economia do país encolheu por dois trimestres consecutivos; governo anunciou pacote de estímulos ao consumo para combater resultado negativo

Lucas Hirata, com informações da Dow Jones Newswires, O Estado de S. Paulo

18 de novembro de 2014 | 08h33

O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, disse nesta terça-feira, 18, que o governo vai adiar em 18 meses, para abril de 2017, um aumento planejado no imposto sobre vendas. A elevação no tributo para 10%, a partir de 8%, tinha sido programada anteriormente para ocorrer em outubro de 2015. Abe também disse que o aumento no imposto não será postergado novamente. A elevação anterior do tributo para 8%, a partir de 5%, entrou em vigor em abril deste ano.

O anúncio amplamente esperado ocorre um dia após dados mostrarem que a economia do Japão contraiu durante dois trimestres sucessivos, o que levou o país para uma recessão técnica.

O primeiro-ministro japonês também convocou eleições antecipadas para buscar apoio a sua decisão de adiar o aumento do imposto. Abe vai dissolver a Câmara Baixa do Parlamento em 21 de novembro e convocou eleições antecipadas, a serem realizadas em dezembro. 

Estímulos. O governo do Japão deve criar um pacote de estímulos para incentivar o consumo das pessoas, de acordo com o jornal The Nikkei. 

Diante do enfraquecimento econômico no segundo e no terceiro trimestre, o premiê japonês, Shinzo Abe, deve pedir a ministros para organizar um pacote de apoio econômico que deve totalizar 2 trilhões de ienes a 3 trilhões de ienes (US$ 17 bilhões a US$ 25 bilhões). A medida não deve incluir projetos de obras públicas, com exceção de esforços para gestão de desastres.

Mercado. Em resposta às informações, a Bolsa de Tóquio fechou a terça-feira, 18, em alta e recuperou parte das perdas da última sessão. O dólar ganhou terreno contra a moeda japonesa e subia a 116,77 ienes, às 7h28 (de Brasília).

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