Copel: barata, com triggers no curto prazo

Após a divulgação do resultado do 2T06, estamos assumindo a cobertura de Copel. Revisitamos nossos números à luz dos resultados recentemente publicados e atualizamos nossas estimativas; Assumimos Copel com recomendação de BUY e preço-alvo de R$ 35,1 para dez/2007, com um potencial de valorização de 45,3% sobre o preço de fechamento de 18/09/06. Nosso preço-alvo foi obtido através de um fluxo de caixa para a firma com uma taxa de desconto que leva em conta o atual baixo nível de alavancagem da empresa (utilizamos um WACC de 15,5% em reais); Acreditamos que a empresa encontra-se fundamentalmente barata (negociando a 4,0x 2007E EV/ EBITDA), comparada à média de mercado para empresas integradas, de 5,2x 2007E EV/ EBITDA. Além disso, acreditamos que uma série de eventos positivos ainda não foi totalmente precificada pelo mercado (fim do desconto de tarifas, resolução da questão de Araucária, maior pagamento de dividendo); A empresa possui ainda uma série de triggers positivos: (i) possível bom desempenho no novo leilão de energia nova, (ii) monetização dos recebíveis do estado (CRC), (iii) perspectiva de recontratar energia a preços maiores, (iv) rentabilização da usina de Araucária e (v) bom posicionamento para o ciclo de revisão tarifária do setor de distribuição. Nenhum desses eventos está considerado em nosso modelo, por isso, acreditamos que a ocorrência de qualquer um deles deve continuar a impulsionar o desempenho do papel. Por conta disso, consideramos que o múltiplo de Copel deve fechar em relação à média do setor; Apesar de o risco político continuar a pesar sobre o papel, consideramos que a postura do acionista controlador deve se provar mais cautelosa em relação a medidas que possam impactar o caixa da companhia (como a política de descontos a clientes adimplentes). A razão para isso é que a recente estiagem no Sul aumentou, na nossa opinião, a possibilidade de investimentos na área de geração (1. conversão de Araucária a bi-combustível; 2. novos projetos). Tais investimentos e a necessidade de caixa associada devem desestimular políticas mais heterodoxas.

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