Coreias e queda do euro limitam alta dos metais básicos

Persistentes rumores de aumento nos juros da China também pressionam os preços

Danielle Chaves, da Agência Estado,

20 de dezembro de 2010 | 10h11

Os metais básicos têm leve alta nesta manhã, em meio a um volume baixo de negociação e a coberturas de vendas a descoberto. No entanto, a tensão na Península Coreana e os persistentes rumores de aumento nos juros da China pressionam os preços. O euro mais fraco diante do dólar, em razão das contínuas preocupações com a crise de dívida soberana em países da zona do euro, também pesa sobre os contratos.

Os exercícios militares realizados pela Coreia do Sul perto da fronteira com a Coreia do Norte provocaram queda nas bolsas asiáticas e volatilidade na moeda sul-coreana, o won. O temor é de que os exercícios levem a um conflito maior na região, o que prejudicaria o crescimento econômico local.

Segundo operadores, a recente elevação das taxas do compulsório bancário na China também pressiona os preços dos metais, já que taxas de juros sobre empréstimos mais altas podem causar desaceleração na expansão da economia chinesa e diminuir o consumo de metais.

Operadores e analistas do mercado esperam que a negociação de contratos de metais básicos continue pequena até o fim do ano, já que os investidores estão se preparando para o novo ano. "O mercado está ansioso pelo próximo ano, com o déficit na oferta" de vários metais, incluindo cobre, fornecendo suporte para os preços, comentou William Adams, analista da BaseMetals.com.

Pouco antes das 9h30 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) era cotado a US$ 9.150 por tonelada, uma alta de 0,9% sobre o fechamento de sexta-feira. O alumínio e o chumbo operavam estáveis a US$ 2.334 e US$ 2.421 por tonelada, respectivamente. O zinco subia 0,4%, para US$ 2.282,25 por tonelada, e o estanho avançava 0,6%, para US$ 26.160 por tonelada, enquanto o níquel recuava 0,5%, para US$ 24.875 por tonelada.

Na Comex, o cobre para março tinha alta de 0,95%, para US$ 4,1985 por libra-peso, às 10h05 (de Brasília). As informações são da Dow Jones.

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