China Daily/Reuters
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Bolsa de Xangai volta a cair, mas outros mercados na Ásia têm dia de alta

Bolsa chinesa, que havia se recuperado na terça-feira, voltou a registrar baixa, dessa vez com investidores tentando entender uma mudança de regras no mercado do país; índice de atividade chinês, porém, estimulou a alta de outras bolsas

SERGIO CALDAS, O Estado de S. Paulo

05 de agosto de 2015 | 06h17

As bolsas chinesas fecharam em baixa nesta quarta-feira, 5, após mais um dia de volatilidade, em meio à avaliação de que falta clareza às regras instituídas por Pequim, mas outros mercados asiáticos avançaram em reação a uma leitura positiva do índice de atividade do setor de serviços da China.

O Xangai Composto, principal índice acionário chinês, caiu 1,7%, a 3.694,57 pontos, enquanto o Shenzhen Composto, de menor abrangência, recuou 1,1%, a 2.128,42 pontos, e o ChiNext, composto por empresas de pequeno valor de mercado, cedeu 1,7%, a 2.502,04 pontos.

"Os investidores são contidos pela ausência de regras regulatórias previsíveis", comentou Deng Wenyuan, analista da Soochow Securities. O movimento diário nos mercados de Xangai e Shenzhen tem sido de menos de 1 trilhão de yuans (US$ 161 bilhões), metade do nível visto antes da forte onda de liquidação de junho, segundo o provedor de dados Wind Information Co.

Na segunda-feira, Pequim anunciou mudanças regulatórias numa tentativa de conter as chamadas vendas a descoberto. Pela nova orientação, os investidores precisam aguardar pelo menos um dia antes de cobrir posições e pagar de volta empréstimos tomados para a compra de ações. Analistas questionaram a eficiência da medida, diante da escala relativamente pequena de vendas a descoberto nas bolsas chinesas.

Em alta. Em outras partes da Ásia, os mercados tiveram altas moderadas após o índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) de serviços da China ter avançado de 51,8 em junho para 53,8 em julho, atingindo o maior patamar em 11 meses, segundo pesquisa da Markit Economics e da Caixin Media. A leitura acima de 50, que indica expansão de atividade, veio em meio a temores de que a liquidação recente na China possa prejudicar a indústria de serviços financeiros. Em relação ao pico alcançado em meados de junho, o Xangai Composto ainda acumula perdas de 28%.

O bom desempenho do PMI chinês de serviços acabou se sobrepondo à percepção de que os EUA estão cada vez mais próximos de começar a elevar suas taxas de juros básicas. Em entrevista ao Wall Street Journal, o presidente do Federal Reserve de Atlanta, Dennis Lockhart, que tem poder de voto nas decisões de política monetária do BC norte-americano neste ano, disse que somente uma "significativa deterioração do cenário econômico" poderia fazê-lo votar contra um aumento das taxas de juros na reunião marcada para setembro.

Em Hong Kong, o Hang Seng subia 0,44% um pouco antes do horário de fechamento, enquanto em Seul, o índice sul-coreano Kospi teve ligeira alta de 0,09%, a 2.209,76 pontos, e o taiwanês Taiex avançou 0,4%, a 8.542,27 pontos, recuperando-se após fechar a sessão anterior no menor nível em 17 meses.

Na Oceania, a bolsa australiana terminou o dia em tom negativo, pressionada por ações de energia e do setor bancário. Após um pregão também volátil, o índice S&P/ASX 200, que reúne as ações mais negociadas em Sydney, caiu 0,4%, a 5.674,00 pontos. Com informações da Dow Jones Newswires.

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