Correção e noticiário eleitoral impõem cautela à Bovespa

A Bovespa opera perto da estabilidade nesta terça-feira, 19, após a abertura dos negócios, com um movimento de ajuste após os ganhos das três últimas sessões. O sinal positivo vindo do exterior ajuda a animar os investidores domésticos, que ainda tentam decifrar as novidades no cenário eleitoral.

ÁLVARO CAMPOS, Estadão Conteúdo

19 de agosto de 2014 | 10h49

Por volta das 10h35, o Ibovespa subia 0,20%, aos 57.674,06 pontos. Entre os destaques de queda apareciam MMX (-4,24%), PDG (-1,50%) e MRV (-1,26%). Já no campo positivo, Klabin (+1,34%), Sabesp (+1,04%) e CSN (+1,03%) lideravam os ganhos. Entre as blue chips, Petrobras (ON +1,10% e PN +0,83%), Vale (ON -0,74% e PN -0,79%), Itaú (+0,33%) e Bradesco (+0,22%).

Na segunda-feira, 18, o Ibovespa terminou o dia em alta de 1,05%, aos 57.560,72 pontos, melhor patamar desde 28 de julho. O mercado recebeu muito bem a última pesquisa do Datafolha, que deu fortes sinais de que poderá haver segundo turno na disputa presidencial e que mostrou que Marina Silva (PSB), caso seja candidata, teria força para frustrar a tentativa de reeleição de Dilma Rousseff (PT). A candidata petista foi entrevistada na noite de ontem pelo Jornal Nacional e falou principalmente sobre corrupção, saúde e economia.

Na Europa, o alívio com as tensões geopolíticas no Iraque e na Ucrânia continua impulsionando ganhos, assim como a inflação comportada no Reino Unido, que sugere que o Banco da Inglaterra (BoE) não precisará elevar os juros tão cedo. No horário acima, Frankfurt subia 0,97%, Paris avançava 0,36% e Londres tinha alta de 0,49%.

Já nos EUA, a alta de 0,1% do CPI em julho ante junho, em linha com as projeções, também deixou os investidores tranquilos sobre os próximos passos do Federal Reserve, assim como o salto de 15,7% nas construções de moradias, bem acima da previsão de +7,6%. Às 10h34, o índice Dow Jones subia 0,18%, o S&P 500 avançava 0,11% e o Nasdaq tinha valorização de 0,14%.

No noticiário corporativo, o setor de mineração é contaminado pelo pessimismo após o desempenho negativo de grandes empresas globais. Os papéis da BHP Billiton caem mais de 4,0% na Bolsa de Londres após a divulgação de seu balanço, que apesar de ter vindo melhor do que o esperado, trouxe a revelação de uma separação dos negócios, conhecida no meio empresarial como "spin off".

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