Correção: energia para ampliação da CBA preocupa, diz Ermírio

A nota enviada anteriormente contém um erro. A CBA inaugurou hoje a 7ª sala de fornos, e não a 9ª como foi informado. Segue a nota corrigida:A próxima etapa de ampliação da fábrica da Companhia Brasileira de Alumínio (CBA), para 615 mil toneladas/ano, dependerá da disponibilidade de energia, segundo o presidente da empresa, Antonio Ermírio de Moraes, que mostrou-se preocupado com a questão. A CBA, situada na cidade de Alumínio (SP), inaugurou hoje outra fase da unidade e a capacidade passou de 405 mil toneladas/ano para 475 mil toneladas/ano. A empresa avalia a possibilidade de construir uma usina de alumina em Cataguases (MG).As operações da 7ª sala de fornos - onde a alumina é transformada em alumínio primário - começam esta semana, após investimentos de R$ 566 milhões. O local tem 196 fornos, com capacidade de área total de 192 toneladas. A CBA produz 60% da energia que consome e, segundo o executivo, não teria no momento disponibilidade suficiente deste insumo para atender à capacidade produtiva prevista após a próxima etapa de ampliação. De acordo com ele, a nova expansão começará pelo aumento da capacidade de produção de alumina, que consome menos energia. Na seqüência, virá a expansão em alumínio.Como conseqüência da ampliação da produção de alumínio primário, a capacidade instalada de semi-acabados e acabados da CBA também terá incremento nos próximos meses. Em tarugos, espera-se que a capacidade aumente de 140 mil toneladas/ano para 200 mil toneladas/ano, ainda em 2007. Já em laminados (chapas e folhas de alumínio), a capacidade passará de 180 mil toneladas/ano para 260 mil toneladas/ano.O empresário disse que não acredita em risco de apagão energético, o que seria "um retrocesso para o País". Ermírio de Moraes lembrou, porém, que a usina de Tijuco Alto não conseguiu ainda sair do papel. Ele destacou que a questão energética não é um problema somente da CBA, mas do Brasil. O grupo Votorantim, do qual a CBA faz parte, possui 18 hidrelétricas.Em relação ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o executivo afirmou que as empresas precisam buscar a sua expansão com ou sem iniciativas como esta. "Temos que crescer com ou sem o PAC e com ou sem impacto", brincou. Na opinião de Ermírio de Moraes, o Brasil tem condições de crescer, independente de quem for o presidente. Quando perguntado sobre quem teria sido melhor governante, Fernando Henrique Cardoso ou Lula, ele respondeu que "há prós e contras em todos os dois". "O Brasil vem evoluindo nos últimos anos, mas poderia ter crescido mais."

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