Correção: NY fecha quase estável em dia fraco

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GUSTAVO NICOLETTA, Agencia Estado

27 de dezembro de 2010 | 20h03

Os principais índices do mercado de ações dos EUA fecharam em direções divergentes, mas próximos da estabilidade. O volume de negócios foi extremamente baixo, principalmente por causa das nevascas nos EUA, que impediram alguns operadores de chegar ao pregão e tornaram a sessão desta segunda-feira a menos movimentada de 2010. "Definitivamente há menos corpos aqui", disse Joseph Greco, diretor-gerente da Meridian Equity Partners no pregão da NYSE. "A maioria das empresas está operando com o que chamamos de equipe esqueleto, somente com as pessoas essenciais."

O volume de negócios já estava baixo recentemente por causa dos feriados, mas as tempestades de neve no nordeste dos EUA atrapalharam o tráfego e o funcionamento de algumas empresas, provocando uma redução ainda maior no movimento. Hoje pouco mais de 2 bilhões de ações foram negociadas na New York Stock Exchange (NYSE). Foi o menor volume de negócios deste ano, que teve uma média de 4,8 bilhões de ações negociadas por sessão.

O Dow Jones caiu 18,46 pontos, ou 0,16%, para 11.555,03 pontos. O Nasdaq subiu 0,69 ponto, ou 0,03%, para 2.667,27 pontos, enquanto o S&P 500 avançou 0,77 ponto, ou 0,06%, para 1.257,54 pontos.

Embora tenham reduzido as perdas gradualmente ao longo do pregão, os índices acionários sofreram pressão do aumento nas taxas de juro da China. O banco central do país anunciou no sábado que as taxas de depósito e de empréstimo foram elevadas em 0,25 ponto porcentual. No dia 19 de outubro, a instituição fez a primeira elevação em quase três anos de ambas as taxas.

Segundo analistas, os juros mais altos na China podem significar que Pequim está se preparando para medidas mais ousadas de contenção do crescimento local. "Este aumento das taxas e o aperto monetário estão apenas provando o fato de que eles estão crescendo e há receios com a inflação", disse Rob Russell, presidente da Russell & Company. Ele destacou o contraste com a economia dos EUA, que apesar dos sinais de recuperação sofre com o nível elevado de desemprego. "Isso indica que a economia da China está crescendo e a nossa está praticamente estagnada", acrescentou.

O aumento nos juros da China pesou particularmente sobre as ações de empresas ligadas ao segmento de matérias-primas. A Alcoa caiu 0,72%, a Titanium Metals fechou em baixa de 2,28%, a CF Industries Holdings teve queda de 0,56% e a AK Steel recuou 0,79%.

Entre as ações em destaque, as da AIG subiram 9,30% após a seguradora divulgar que obteve novas linhas de crédito de bancos comerciais, no total de US$ 4,3 bilhões, para substituir os recursos do Fed de Nova

York.

No mercado de Treasuries (títulos do Tesouro norte-americano), os preços dos papéis de vencimento mais longo fecharam em alta, com respectivo movimento inverso dos juros, impulsionados pela demanda relativamente forte observada em um leilão de US$ 35 bilhões em T-notes de dois anos.

As T-notes foram vendidas com um juro de 0,740%, superior à taxa de 0,755% observada pouco antes da operação. Isso indica que os papéis foram vendidos por um preço maior do que o registrado no mercado. "A demanda definitivamente foi maior do que se esperava", disse Alan De Rose, diretor de negociações com Treasuries da Oppenheimer & Co. em Nova York.

Os operadores, no entanto, alertam que a forte demanda no leilão de hoje não significa que os próximos leilões também terão um desempenho semelhante. O Departamento do Tesouro dos EUA pretende vender US$ 35 bilhões em T-notes de cinco anos na terça-feira e US$ 29 bilhões em T-notes de sete anos na quarta-feira.

No fechamento em Nova York, o juro projetado pelos T-bonds de 30 anos estava em 4,414%, de 4,472% na quinta-feira; o juro das T-notes de 10 anos estava em 3,352%, de 3,392%; o juro das T-notes de 2 anos estava em 0,731%, de 0,650%. As informações são da Dow Jones.

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