Correção: Petróleo fecha em queda

A nota enviada anteriormente contém um erro no segundo parágrafo: onde se lê que o barril de petróleo fechou a US$ 95,47 e não US$ 96,47. Segue o texto corrigido:

PATRÍCIA BRAGA, Agencia Estado

27 de agosto de 2012 | 17h54

Os preços dos contratos futuros de petróleo fecharam em queda nesta segunda-feira enquanto os preços futuros da gasolina subiram atingidos pela interrupção nas operações na refinarias do Golfo do México. A paralisação de parte das refinarias pela chegada da tempestade tropical Isaac deu suporte para a alta nos preços da gasolina devido ao temor de desabastecimento. O movimento é um reflexo da queda na oferta provocada pelos furacões Katrina e Ike ocorridos nos últimos anos.

A paralisação nas refinarias pesou nos preços dos contratos futuros de petróleo. Na New York Mercantile Exchange (Nymex), os contratos de petróleo bruto para outubro caíram US$ 0,68 (0,71%) e fecharam a US$ 95,47 por barril. Na plataforma Intercontinental Exchange (ICE), os contratos do petróleo brent para outubro caíram US$ 1,33 (1,17%) nesta segunda-feira fechando a US$ 112,26 o barril.

A expectativa de é que a tempestade Isaac se transforme em furacão à medida que avança em direção ao Golfo do México e à costa norte-americana, região responsável por 19% da capacidade de refino dos EUA. Após o alerta de que a tempestade tropical havia mudado de trajeto no domingo as empresas aceleraram a retirada de trabalhadores do local, que tem capacidade combinada de produção de mais de um milhão de barris/dia. Com ventos acima de 65 milhas por hora, o Isaac continua na categoria tempestade tropical. Na tarde de hoje ele seguia em direção à costa do Golfo onde está previsto para chegar na quarta-feira pela manhã.

Embora inicialmente os preços do petróleo tenham subido após produtores como a BP, PLC e a Royal Dutch Shell terem interrompido a produção no Golfo e retirado trabalhadores do local, o fechamento das refinarias pode resultar em declínio na oferta por petróleo. Isso fez com que os preços no mercado de gasolina subissem, apoiados pelo eventual repasse de preços aos consumidores. Na Nymex, os contratos futuros de gasolina para entrega em setembro fecharam em alta de US$ 0,768 (2,5%), a US$ 3,1548 por galão, após terem atingido a alta de US$ 3,2050 no começo da sessão.

Os preços da gasolina no varejo dos EUA já estão elevados há algumas semanas, e chegaram a atingir US$ 3,75 por galão nesta segunda-feira segundo informou a Associação de Americana do Automóveis(AAA). Há um mês a média para esses preços era de US$ 3,485 o galão.

O mercado de energia está atento às lições aprendidas há quatro ano quando o furacão Ike o obrigou a interrupção de refinarias na costa do Texas. Na época, vários estados dos EUA sentiram o impacto por mais de uma semana com a falta de combustível e o pânico fez com que os postos de gasolina não fossem capazes de controlar seus estoques.

Este ano, os estoques já estão apertados em algumas partes do país que dependem dos embarques vindos da Costa do Golfo. "Nos EUA, os estoques de gasolina já estão apertados e um ou dois dias de interrupção na Costa do Golfo é significativa", afirmou o estrategista de energia Brison Bickerton, do Freepoint Commodities. As informações são da Dow Jones.

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