Corretora americana Merrill Lynch reitera compra

A corretora do banco norte-americano de investimentos Merrill Lynch revisou em baixa as estimativas de resultados para a empresa Klabin, do setor de papel e celulose, principalmente por causa do projeto de expansão da capacidade produtiva na unidade de Monte Alegre, em Telêmaco Borba (PR), que deverá ocorrer até o final de 2007. Mesmo assim, a recomendação de compra das ações da companhia foram mantidas com preço-alvo estimado para os próximos 12 meses de R$ 7,20. As previsões de receita líquida neste ano caíram de R$ 3,28 bilhões para R$ 2,823 bilhões e, para o ano que vem, de R$ 3,35 bilhões para R$ 2,988 bilhões. As estimativas de lucro líquido caíram de R$ 756 milhões para R$ 503 milhões este ano e de R$ 803 milhões para R$ 350 milhões no próximo. Em relatório, os analistas Marcelo Aguiar e Marcos Assumpção destacaram que a Klabin é a segunda melhor ação no setor de papel e celulose, atrás apenas da VCP. Eles acreditam que a companhia, que tem uma exposição significativa ao mercado doméstico brasileiro, vai se beneficiar do declínio das taxas de juros no País. "Os investidores devem reconhecer esta exposição e acabar pagando por ela", dizem. Ambos estimam que o Ebitda (fluxo operacional de caixa ou Ebitda, sigla em inglês para ganhos antes do pagamento de impostos, taxas, depreciações e amortizações) da Klabin vai crescer 16% por ano em média até 2010, a melhor previsão entre as empresas do setor no Brasil. A companhia "opera atualmente com desconto de 23% em relação à Suzano, o que mostra que seu crescimento ainda não foi precificado", afirmam os analistas em relatório. "É importante destacar que a expansão do grupo virá sem excesso de alavancagem." Segundo o relatório, os principais pontos negativos da Klabin em relação a seus pares são a baixa liquidez da ação, a baixa exposição aos investidores internacionais e a falta de recibos de negociação de ações no mercado internacional (ADRs). O Merrill Lynch atribui às ações da VCP a recomendação de "comprar", com preço-alvo de US$ 24 por ADR. Para a Aracruz, a recomendação também é "comprar" e o preço-alvo é de US$ 69 por ADR.

Agencia Estado,

31 de maio de 2006 | 07h00

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