Corretora Banif sugere compra de Petrobras

A Banif Corretora reiniciou o acompanhamento da Petrobras e das ações da companhia negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) com recomendação de compra para os papéis da estatal. Em relatório divulgado aos clientes, a instituição trabalha com um preço-alvo de R$ 62, o que representa potencial de retorno de 40% para as ações. "A Petrobras tem um conjunto de características que a coloca entre as melhores do setor no mundo", destaca o analista Luiz Caetano em seu relatório. Entre os pontos fortes listado pela Banif está o forte crescimento esperado para a produção, o aumento das vendas no mercado interno, o incremento das exportações de petróleo e uma esperada redução de 26% nos custos de extração da companhia até 2010. Caetano explica que o forte aumento da produção de petróleo é o principal trunfo da estatal. A Petrobras ampliou sua produção em 33% nos últimos cinco anos e ela deve crescer a uma taxa anual de 6,4% até o 2010. "O potencial de crescimento da empresa pode se estender bastante, na medida em que apenas 42% das reservas provadas estão sendo desenvolvidas atualmente", afirma. O analista observa, porém, que o controle estatal e a política de preços no mercado são constantes fatores de risco. Em seu relatório, Caetano minimiza o impacto para a Petrobras da nacionalização das reservas de gás na Bolívia. Segundo ele, apesar da companhia ter uma posição de liderança no país, esse mercado tem pouca relevância dentro do contexto global da estatal. O volume de petróleo e gás que a Petrobras produz na Bolívia equivale apenas a 2,3% de sua produção e as reservas naquele país somam somente 2,8% de sua posição consolidada. Entretanto, o Banif admite que apesar da produção ou das reservas na região não serem relevantes para Petrobras, a importação do gás boliviano é relevante para o Brasil. O gás boliviano representa metade do consumo do produto no Brasil, sendo distribuído nas regiões industriais mais importantes do País.

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