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Corretora Brascan reinicia avaliação de ações com sugestão de compra

A corretora do Banco Brascan reiniciou a avaliação das ações preferenciais da empresa de geração energia Copel (CPLE6) com recomendação de compra. Analistas da instituição avaliam que o papel tem potencial de atingir preço de R$ 29,11 nos próximos dois meses, valor que representa potencial de alta de 41% sobre o fechamento de ontem. Os analistas Felipe Cunha e Diego Núñez consideram positivo o fato de a empresa ter conseguido substituir dois contratos de venda de energia para a Celesc preços mais vantajosos. Os contratos firmados anteriormente pelo preço de R$ 75 o MWh vencem em 2008 e foram substituídos por outros com preço de R$ 96 o MWh. "É plausível esperar uma leve melhora na rentabilidade da companhia a partir de 2009", dizem os analistas. Como ponto importante para a empresa, os analistas destacam a necessidade de maior eficiência no contato com consumidores livres e lembram da possibilidade concreta do fim da política de descontos nas tarifas em razão dos reajustes menores previstos para os próximos períodos, diante do IGP-M baixo. Resultado A avaliação da corretora foi realizado antes da divulgação do consumo de energia faturado pela Copel no primeiro trimestre do ano. No começo da noite de ontem a empresa divulgou que o dado cresceu 1,7%, ante 2005, para 4.704 Gigawatts/hora. A empresa informou, em relatório, que a classe residencial teve expansão de 4,4%. O consumo médio por cliente residencial ficou em 156,4 KWh/mês, com alta de 1,8%. A demanda foi atribuída à venda de eletrodomésticos como resultado do aumento da oferta de crédito. O melhor desempenho entre os segmentos atendidos pela Copel foi o comercial, que representa 19% de seu mercado. Esta classe de consumidor teve alta de 8,6%, beneficiado pelo aumento nas operações de crédito, maior consumo e abertura de estabelecimentos de varejo. Na classe rural, houve expansão de 6,4% e na industrial, que responde por 37,5% do mercado da Copel, queda de 4,9%. Conforme a empresa, a retração no segmento industrial foi motivada pela desvalorização do dólar, que afeta as exportações. Alguns ramos industriais sentiram mais este efeito no Paraná, como as indústrias de madeiras, papéis e veículos. Também contribuiu para este resultado a saída de consumidores cativos para a autoprodução de energia. A Copel encerrou o trimestre com 3,277 milhões de clientes, alta de 2,3% ante março de 2005.

Agencia Estado,

16 de maio de 2006 | 07h00

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