Corretora destaca consumo, mas não vê alta expressiva da Bolsa

A Bolsa de Valores de São Paulo deve passar por uma recuperação motivada por fatores técnicos, após a forte baixa dos últimos pregões, mas não apresentará valorização expressiva no curto prazo. A análise é da diretora de Gestão da Fator Administração de Recursos, Roseli Machado. O foco da instituição, que gerencia R$ 4,1 bilhões em recursos de terceiros, tem sido os papéis mais ligados à dinâmica da economia interna, como os dos setores de varejo e construção civil. A posição tem como base a perspectiva de queda da taxa básica de juros, que deve estimular a demanda e os financiamentos de longo prazo. Ela cita Lojas Americanas, Submarino, TAM e Gol como empresas que possuem grande perspectiva de crescimento. As ações da novata Medial, que estrearam na última sexta-feira no Novo Mercado da Bovespa, também são observadas de perto pela Fator, de olho no histórico de crescimento e consolidação do setor de saúde. Fora do grupo de companhias com maior correlação a fatores ligados à economia interna, a instituição reverteu a posição vendida em Petrobras. ?Acreditamos que as ações podem ter uma recuperação após a queda recente?, explica, lembrando que as cotações do petróleo recuaram bastante e podem retomar a trajetória de alta. O cenário para as commodities, no entanto, permanece incerto e será um dos principais fatores de influência no desempenho da Bolsa paulista, na visão da executiva. Ela também credita o fraco resultado do mercado acionário local nas últimas semanas à perspectiva de desaquecimento da economia mundial, que afeta os emergentes, e ao resgate de alguns hedge funds com posição acima da média de mercado (overweight) em Brasil. Por isso, ela recomenda uma análise ?dado a dado? antes de determinar uma posição. Uma possível reversão desse quadro, diz, pode acontecer caso haja uma antecipação dos agentes econômicos à esperada queda dos juros nos Estados Unidos. ?Mas, por enquanto, vejo pouco espaço para um repique significativo da Bolsa?, pondera. Um dos setores que mais devem ser influenciados pela volatilidade externa é o siderúrgico, segundo a diretora da Fator.

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