Corretora dos EUA olha Braskem com ceticismo

A corretora do banco de investimentos norte-americano Bear Stearns iniciou o acompanhamento das ações da petroquímica Braskem com avaliação de que o papel vai apresentar rentabilidade menor do que outras companhias do segmento. Para a corretora, a expectativa é que os fundamentos da Braskem vão continuar se deteriorando nos próximos anos, embora os analistas não prevejam um ciclo dramático de queda. Para a corretora, uma iminente conversão de debêntures da companhia em ações e a contínua pressão nas margens devem manter as ações da companhia sob pressão no curto prazo. Em relatório, os analistas Marc McCarthy e Sérgio Torres avaliam que "o potencial de lucro da Braskem é limitado pelo ciclo de queda nas margens operacionais do setor, com a expansão da capacidade no Oriente Médio em 2007-2008. Além disso, a companhia enfrenta paralisações para manutenção agendadas em 2007 e escassez estrutural de matéria-prima". Os lucros da companhia já atingiram o pico, acrescentam os analistas, com a companhia operando perto da capacidade total e expectativa de que a expansão ainda deve demorar dois anos. A perspectiva para a demanda doméstica continua forte, mas a Braskem é pressionada pela capacidade e matéria-prima limitadas, diz a corretora. Esse cenário tem forçado a companhia a buscar soluções de baixo custo fora do Brasil, na Bolívia ou Venezuela.

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