Corretora eleva recomendação para Ultrapar, mas reduz preço-alvo

A corretora Banco Espírito Santo (BES) Securities elevou a recomendação para as ações da Ultrapar, mas reduziu o preço-alvo para a ação nos próximos 12 meses, de R$ 51 para R$ 48. A mudança da sugestão, de neutra (perspectiva de desempenho semelhante a outra ações do segmento) para compra, e a mudança de perspectiva para o preço ocorreram após revisão das projeções para a companhia, que passaram a incorporar as melhorias de rentabilidade provenientes da Ultragaz nos próximos dois anos e o cenário mais duro para a Oxiteno. "Acreditamos que a recente queda nos papéis e seu aspecto mais defensivo tenham tornado a história mais interessante nesse momento de aumento de volatilidade do mercado acionário", relata, em relatório distribuído aos clientes da corretora, o analista Marcello Milman. Conforme o especialista, o plano de revisão da rede de distribuição da Ultragaz deve render bons frutos à companhia, uma vez que a direção tomou a "acertada decisão de privilegiar ainda mais a rentabilidade no negócio onde a competição menos racional destrói valor". Já o cenário para a Oxiteno e demais petroquímicas, complementa Milman, não é animador, sobretudo pelo fato de que o ciclo do glicol deve ser ainda pior do que para outros produtos. "Isto compensa até mesmo o fato de a companhia ter um mix de produtos menos voláteis e de maior valor agregado (especialidades)", diz. O analista informa ainda que a expectativa é a de reversão na queda de rentabilidade da Oxiteno em razão da reação da economia doméstica e da trajetória mais estabilizada do câmbio. "Mas qualquer melhoria mais profunda ainda deve demorar", afirma Milman. Para o especialista, a crise do gás na Bolívia deve repercutir positivamente no curto prazo com a construção de estoques de segurança e reduzir, no longo prazo, o risco de perda mais acentuada de mercados residenciais para o gás natural.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.