Corretora reduz estimativa para ação da Braskem em 31,4%

A corretora Ágora reduziu de R$ 22,90 para R$ 15,70 por ação o preço-alvo para os papéis da Braskem em dezembro, após atualização das estimativas para a companhia. Em relatório divulgado ontem, o analista Luiz Otávio Broad informa que a revisão levou em conta novas premissas macroeconômicas, redução do risco Brasil, elevação do preço do barril do petróleo e os fracos resultados reportados no primeiro semestre. A Ágora reiterou recomendação 'manter' para as ações da Braskem em razão "do cenário ainda adverso no curto prazo, fruto dos elevados preços da nafta e câmbio apreciado". Ontem, a ação preferencial classe A da Braskem, as mais negociadas da empresa na Bovespa, fecharam valendo R$ 12,85. Assim, apesar da redução no preço-alvo, a ação ainda apresenta potencial de valorização de 22% até dezembro. Conforme Broad, a expectativa é que os resultados operacionais da companhia se recuperem a partir deste trimestre, na esteira da melhora das diferenças entre os preços das resinas e o da nafta no mercado internacional. "Esta melhoria torna possível algum realinhamento de preços no mercado interno", afirma o especialista. Broad estima que a diferença entre polipropileno e nafta, no mercado internacional, alcançará US$ 667 por tonelada neste ano, ante US$ 604/tonelada em 2005. Para 2007, o analista estima diferença de US$ 650/tonelada. As demais resinas, conforme o analista, devem apresentar a mesma variação porcentual. A corretora projeta queda de 38,1% no Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortizações) da companhia em 2006, para R$ 1,293 bilhão, e prejuízo líquido de R$ 9,5 milhões (ante lucro de R$ 676,7 milhões no ano passado).

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