Corretora revê estimativa e eleva preço-alvo para Sabesp

A corretora do Banco Espírito Santo revisou para cima suas estimativas para a Sabesp após a divulgação dos resultados financeiros do primeiro trimestre de 2006. A analista Mônica Araújo elevou a estimativa de preço da ação em dezembro deste ano para R$ 242,15, ante a projeção anterior de R$ 212,41, o que representa potencial de valorização de 19,9% sobre a cotação de 30 de maio de 2006. A corretora mantém recomendação de compra para os papéis da empresa. Segundo relatório elaborado pela analista, a recuperação no volume faturado nos últimos dois anos, após a adoção do Programa de Incentivo à Redução de Consumo (2004), atrelado à redução de custos e de despesas operacionais, são as principais alterações implementadas nas premissas utilizadas na avaliação. "Importante ressaltar que não consideramos qualquer mudança na estrutura tarifária ou no número de municípios atendidos", informa. O documento destaca ainda que, após um primeiro trimestre bastante forte, com crescimento de 4,6% no volume faturado sobre o mesmo período de 2005, a expectativa é que o crescimento diminua nos próximos trimestres, não somente pelas questões climáticas, mas também pela base mais forte de comparação. Para 2006 a corretora espera crescimento do volume faturado em 3%. A estimativa para o reajuste tarifário para este ano, por sua vez, é de 4,6%. "Porém como em 2005 a majoração não foi aplicada na íntegra, a diferença será acrescida ao aumento a ser implementado esse ano. Esperamos um reajuste total de 6,5% em 2006. A partir de 2007 consideramos a variação estimada para o IPCA, ou seja, próximo de 4,5% ", afirma. A Sabesp atende diretamente 368 municípios do Estado de São Paulo e fornece água tratada para seis municípios da região metropolitana. A companhia possui contrato de concessão em 89% dos municípios atendidos. Dessas concessões, 127 vencem em 2006, ou aproximadamente 9,4% da receita. "A Sabesp vem negociando com esses municípios e não acredito que pode perder alguma concessão", defende. O documento destaca, no entanto, que a falta de regulamentação para a área de saneamento continua prejudicando o setor e limitando os investimentos da iniciativa privada. "Não acreditamos que os projetos de regulamentação do setor que estão tramitando tanto na Câmara quanto no Senado avancem em 2006 dado o calendário eleitoral", opina.

Agencia Estado,

01 de junho de 2006 | 07h00

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