Corretora Socopa sugere venda de Americanas

A corretora Socopa sugere a venda das ações preferenciais das Lojas Americanas. Segundo relatório distribuído aos clientes, o preço justo para o papel é de R$ 93,17, valor inferior ao observado no fechamento de ontem, de R$ 92,50. A avaliação da corretora é que, apesar do cenário positivo previsto para 2006, os papéis estão "demasiadamente precificados em bolsa". Segundo a instituição, a projeção já considera o resultado do fechamento de 2005. Para este ano, a Socopa espera incremento de 24% no faturamento anual, contra 23% em 2005, alcançado por meio de suas duas áreas de negócios: lojas físicas (tradicionais e express) e comércio eletrônico (Americanas.com e Shoptime). O relatório assinado pelo analista Daniel Lemos prevê um aumento de 31% no Ebitda em 2006, para R$ 432,2 milhões, com margem de 12,6%. Ebitda é a sigla em inglês para ganhos antes do pagamento de juros, impostos e taxas e das depreciações e amortizações. Você também pode chamar essa sigla de geração de caixa. Para o analistas, no primeiro trimestre os resultados devem ser inferiores ao do mesmo período de 2005 por causa do efeito calendário da Páscoa, que este ano será em abril e no ano passado foi em março. Os reflexos positivos da data, portanto, serão sentidos no segundo trimestre. Durante 2006, a companhia deverá manter o ritmo de crescimento orgânico acentuado. A expectativa é de inauguração de 43 lojas, que deve ter importante suporte do caixa líquido, o qual acumulava R$ 170,8 milhões ao final de 2005. Para os próximos anos, a tendência é de que o número de lojas inauguradas diminua gradativamente. Com relação ao comércio eletrônico, a comparação, segundo a Socopa, ficará comprometida por causa da aquisição do Shoptime, mas a projeção é de um aumento de 40% nas receitas. "Shoptime e Americanas.com foram em 2005 responsáveis por 23% do faturamento bruto das Lojas Americanas S.A. Nossa expectativa é de que pelo fato de seu crescimento anual ser mais expressivo que o segmento de lojas físicas, esta participação tende a aumentar a cada ano, chegando a 48% em 2010. Para 2006, projetamos participação de 27% no total das receitas."

Agencia Estado,

04 Abril 2006 | 10h00

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