Corretora sugere a compra de ações da Cemig e da Eletropaulo

A Fator Corretora elevou a recomendação das ações da Cemig e Eletropaulo para compra, com novo preço-alvo (para 12 meses), respectivamente, de R$ 125 por lote de mil e R$ 121 também por lote de mil. Já a classificação da Celesc caiu para manutenção, com preço-alvo de R$ 1,80 por ação. Além das novas avaliações, a Fator mantém a recomendação de compra das ações da Copel, com novo preço-alvo de R$ 30,00 por lote de mil. Como está se configurando uma tendência de alta no preço da energia elétrica, as empresas de geração que têm contratos vencendo podem ser beneficiadas no momento que forem renovar os acordos. Esse é o caso da Cemig. "A razão principal que nos tornou mais positivos com a Cemig é a descontratação de 22% da sua energia para 2010", dizem os analistas Renato Pinto e Renato Onishi. No caso da Eletropaulo, as melhoras vêm da equação da dívida da empresa. "Apesar de seu reduzido crescimento de vendas, a Eletropaulo tornou-se atraente em razão dos baixos múltiplos de avaliação, aliados à perspectiva de desalavancagem financeira", explicam. Os analistas acreditam que a partir de 2007 a empresa se tornará uma grande pagadora de dividendos em razão das amortizações da dívida e da redução das provisões referentes ao seu passivo atuarial. Também é destacado o fato de a concessionária já ter provisionado R$ 389 milhões de dívidas não pagas pela prefeitura. "Esse valor poderá ser revertido quando o débito for renegociado", dizem. Já o rebaixamento da Celesc é explicado pelo atraso na venda das Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs), já que o comportamento de suas ações tem sido mais influenciado pela expectativa da venda dos ativos do que pelos fundamentos da empresa. Para atender à exigência de desverticalização (separação das atividades de geração, transmissão e distribuição), a Celesc optou por focar seus negócios apenas na distribuição e se desfazer do restante. "A venda total da geração, transmissão e saneamento deverá significar a entrada de cerca de R$ 300 milhões no caixa da empresa e um lucro contábil de R$ 183 milhões. Entretanto, a venda do principal ativo, as PCHs, deverá atrasar, pois a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) ainda não definiu qual será o novo prazo de concessão para as usinas", afirmam os analistas. O texto ressalta ainda a redução dos riscos setoriais, que têm feito com que as ações das empresas elétricas se comportem de forma mais afinada com as oscilações do mercado. Essa nova realidade, na avaliação da Fator Corretora, faz com que as distribuidoras e transmissoras tenham um pequeno potencial de crescimento e menores riscos, enquanto as geradoras possuem maior potencial de valorização, mas ao mesmo tempo maior risco.

Agencia Estado,

22 de junho de 2006 | 07h00

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