Corretora sugere investimento em setores de petróleo e varejo

Setores de petróleo, siderurgia e varejo são as apostas da Fator Administração de Recursos para o mercado acionário neste período de volatilidade dos negócios. A diretora de gestão, Roseli Machado, acredita que a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) pode se manter instável nas próximas semanas, à espera de dados mais concretos sobre a trajetória dos juros nos Estados Unidos. Enquanto isso, afirma, as ações mais indicadas são as líquidas e de setores que registram boa demanda por seus produtos. Para Roseli, os números da inflação norte-americana chamarão a atenção dos investidores e guiarão os mercados nesta semana. O índice de preços ao produtor (PPI) de maio, divulgado ontem, ficou dentro do esperado, de acordo com ela. ?Se o índice de preços ao consumidor (CPI), que sai hoje, ficar em linha com o projetado, pode ser que o mercado se acalme um pouco. É isso que vai dar o tom da Bolsa até o final do mês, quando há a reunião do Fed (Federal Reserve, banco central dos EUA)?, disse. A diretora de gestão da Fator destacou que a Bovespa começou o ano com grande otimismo, passando por uma mudança de humor em maio. ?Os investidores estão realizando lucros para precificar o novo patamar de juros internacional e diminuir a posição em ativos de emergentes, de maior risco?, explicou. Roseli não descarta a possibilidade de o mercado acionário melhorar no quarto trimestre do ano, após os ajustes que estão sendo feitos. No cenário atual, ela acredita que o setor de petróleo é uma boa aposta porque o preço do produto continua em alta no mercado internacional. As siderúrgicas também são interessantes, segundo ela, porque não deve haver queda forte na demanda da China - importante agente no segmento. Já o varejo se destaca por ter as vendas voltadas ao mercado interno, sendo pouco prejudicado pela dinâmica internacional, afirmou. Já os papéis menos indicados, disse Roseli, são as de baixa liquidez. Ela citou o exemplo das ações de empresas que abriram recentemente o capital na Bolsa. ?Nos IPOs (ofertas iniciais de ações, na sigla em inglês), os papéis ficaram nas mãos dos estrangeiros, e a liquidez no mercado interno acabou pequena?, disse. Para ela, porém, a queda das ações deve gerar interessantes oportunidades de compra no futuro.

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