Cosan e Shell assinam acordo definitivo de parceria

 Joint venture, em valor estimado de US$ 12 bilhões, envolve ativos de açúcar, etanol, cogeração e distribuição e comercialização de combustíveis no Brasil

Luana Pavani, da Agência Estado,

25 de agosto de 2010 | 09h18

A Cosan anuncia ter concluído as negociações com a Shell para a criação de uma joint venture, como divulgado no começo do ano. As companhias assinaram hoje os contratos definitivos. A associação, em valor estimado de US$ 12 bilhões, envolve ativos de açúcar, etanol, cogeração e distribuição e comercialização de combustíveis no Brasil.

Serão criadas duas empresas, uma para açúcar e etanol, e outra para distribuição e comercialização de combustíveis, com participação de 50% de cada empresa, em ações ordinárias. Há também uma empresa de administração, cada companhia com metade de participação e direitos de voto, nessa que será "a face da joint venture para o mercado e facilitará a construção de uma cultura corporativa única", de acordo com o fato relevante divulgado há pouco.

Como anunciado anteriormente, Rubens Ometto será o presidente do conselho de administração da empresa resultante da associação. A formação da joint venture deve ocorrer no primeiro semestre de 2011, e "está sujeita às condições usuais de fechamento, incluindo a obtenção das aprovações governamentais necessárias e à ausência de alteração adversa relevante em cada parte, além de certas outras questões."

Na empresa de açúcar e etanol, que também inclui atividades de cogeração, a Cosan deterá 51% das ações da joint venture com direito a voto ("e das ações preferenciais com direito a dividendos prioritários em algumas circunstâncias"), e a Shell os demais 49%. Na distribuidora de combustíveis, que será a terceira maior varejista de combustíveis do País, conforme o documento, a Cosan terá 49% das ações com direito a voto, e a Shell, 51%. "Cada parte também deterá ações preferenciais com direito a dividendos prioritários em determinadas circunstâncias", explica o fato relevante.

No dia 13 de agosto, o diretor presidente do Grupo Cosan, Marcos Lutz, afirmou em teleconferência sobre os resultados do 1º trimestre de 2011 da companhia, que as negociações estavam em fase final e o acordo poderia trazer uma melhora significativa para o rating de risco da Cosan, para então a empresa avaliar novos financiamentos e emissões de ações ou títulos de dívida.

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