Suamy Beydoun/Agif
Suamy Beydoun/Agif

Dados sobre emprego nos EUA garante recordes no exterior e ganhos na B3; dólar fecha em queda

Geração líquida de 531 mil vagas nos Estados Unidos sinaliza retomada firme da maior economia do mundo

Redação, O Estado de S.Paulo

05 de novembro de 2021 | 16h55
Atualizado 05 de novembro de 2021 | 18h06

A criação de vagas de trabalho acima do previsto nos EUA garantiu o bom humor global, com novos recordes no mercado acionário de Nova York e alta, tanto diária quanto semanal, para a Bolsa brasileira. Ao mesmo tempo, o dólar teve baixa importante diante do real e os juros futuros cederam. Tal movimento ocorre sob a leitura de que o payroll sinaliza retomada firme da maior economia do mundo.

Dados do payroll nos Estados Unidos em outubro mostraram geração líquida de 531 mil vagas, bem acima da expectativa de Projeções Broadcast (400 mil). A taxa de desemprego recuou de 4,8% em setembro para 4,6%, abaixo do consenso do mercado. O resultado animou os investidores, que saíram as compras de ativos de risco, fiando-se também na postura amena do Federal Reserve, que não deve subir os juros antes de que o mercado de trabalho complete sua recuperação

Em meio a isso, num momento em que os casos de covid-19 voltam a crescer no hemisfério norte, a notícia sobre um medicamento da Pfizer com alta eficácia contra casos graves da doença serve de alento adicional para os mercados. 

Com tudo isso somado, incluindo o avanço do petróleo, o resultado para Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq foi ganho semanal e picos históricos de fechamento. No Brasil, com os ativos castigados nos últimos dias pela incerteza sobre o quadro fiscal, havia bastante espaço para recompor posições. E foi isso que ocorreu num dia de poucas novidades sobre a PEC dos precatórios, principal ponto de cautela nos mercados. O relativo sucesso do leilão de 5G, concluído nesta sexta, contribuiu também para alguma melhora na percepção dos investidores. 

O Ibovespa subiu 1,37%, aos 104.824,23 pontos, transformando a leve perda acumulada na semana, até quinta, em ganho de 1,28% no período. No câmbio, o enfraquecimento global do dólar abriu espaço para um avanço firme do real, numa oscilação que chegou a 10 centavos no dia. No fim, a moeda dos EUA terminou com desvalorização de 1,49%, a R$ 5,5227 no mercado à vista, e de 2,19% na semana. O dólar mais fraco abriu espaço para que o investidor em juro deixasse as preocupações com o cenário fiscal momentaneamente em segundo plano, o que significou queda das taxas intermediárias e longas, com desinclinação da curva a termo, inclusive desde a última sexta-feira.

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