Daniel Teixeira/Estadão
Daniel Teixeira/Estadão

Bolsa fecha em alta de 0,72% e dólar termina em queda de 0,83% com PEC dos precatórios

Mercado alimentou o otimismo de que o governo conseguirá aprovar a matéria em segundo turno nesta terça-feira, 9, no plenário da Câmara dos Deputados

Redação, O Estado de S.Paulo

09 de novembro de 2021 | 16h29
Atualizado 09 de novembro de 2021 | 18h39

Os olhares do mercado passaram o dia fixados em Brasília, com a variação dos ativos acompanhando o compasso das conquistas e derrotas do governo em relação à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos precatórios, que altera o teto de gastos e abre espaço para o pagamento do Auxílio Brasil. 

A balança pesa para o lado positivo desde a abertura, mas ganhou corpo durante a tarde, com o mercado alimentando o otimismo de que o governo conseguirá aprovar a matéria em segundo turno nesta terça-feira, 9, no plenário da Câmara dos Deputados. A votação dos destaques (que tentam alterar o texto aprovado), contudo, mostrou que os agentes operam sensíveis às alterações no Parlamento. 

Logo após o Congresso derrubar o primeiro destaque - em uma vitória do Palácio do Planalto -, o dólar foi à mínima do dia, no patamar dos R$ 5,45. No entanto, o movimento arrefeceu logo depois, quando o governo perdeu a queda de braço com os deputados, que retiraram do texto dispositivo que alterava a Regra de Ouro, e a divisa diminuiu a queda para fechar o dia em queda de 0,83%, cotada em R$ 5,4948

Compasso similar ocorreu no Ibovespa, que operou sob volatilidade no fim do pregão. O índice, que chegou a subir 1,81% na máxima do dia, chegou a perder boa parte dos ganhos. Mas, antes do fechamento, foi ajudado pela derrubada de um outro destaque importante, que tentava retirar a mudança no teto de gastos. Assim, fechou em alta de 0,72% aos 105.535,08 pontos

A derrubada do destaque referente ao teto também ajudou o contrato futuro do dólar. Os juros tiveram queda firme e na ponta longa chegaram a recuar mais de 30 pontos-base. Os de curto prazo tiveram queda limitada na expectativa da divulgação do IPCA de outubro, amanhã. 

Apesar do revés no fim da tarde no Congresso, a cautela não foi suficiente para mudar o tom que ditou o compasso do mercado doméstico e o manteve descolado do exterior. Lá fora, as bolsas de Nova York, que vêm de sucessivos recordes, tiveram um dia de baixa, em sessão marcada pelas ações da Tesla, que despencaram mais de 10% após comentários do CEO Elon Musk. O cenário é de cautela sobretudo com a inflação, pressionada pelos preços de energia e com o petróleo (WTI) tendo fechado em alta superior a 2%. Após dados aquém do esperado do núcleo do índice de preços ao produtor (PPI), os investidores aguardam agora o índice de preços ao consumidor (CPI), nesta quarta. 

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