Gary Cameron/Reuters
Gary Cameron/Reuters

Dólar termina a R$ 5,13 com melhora do mercado externo; Bolsa também cai

Mercados ficam voláteis, mas interrompem sequência de fortes perdas; Bolsa brasileira teve perdas puxadas pelas commodities

Redação, O Estado de S.Paulo

10 de maio de 2022 | 17h28
Atualizado 10 de maio de 2022 | 17h56

Os mercados tiveram um respiro nesta terça-feira, 10, após amargarem perdas consideráveis desde a quinta passada. Mas isso não significa que houve recuperação linear. Pelo contrário. A sessão foi de volatilidade e, para alguns ativos, de queda, mesmo que discreta. E tudo porque não houve um gatilho forte o suficiente para justificar um ajuste mais firme. 

A ata do Copom, conhecida logo cedo, apenas ratificou o teor do comunicado do Banco Central, na semana passada. Além disso, alguns comentários mais duros de dirigentes do Federal Reserve foram contrabalançados por outros mais suaves. 

O dólar encerrou em queda de 0,44%, cotado a R$ 5,1336, e devolveu um pouco da alta de mais de 5% acumulada nos últimos cinco pregões, em meio a uma melhora do ambiente externo, com alta das Bolsas em Nova York e enfraquecimento da moeda americana frente a divisas emergentes. 

Já o Ibovespa dançou sob o compasso dos discursos de dirigentes do Fed. O índice de referência da B3 tentou emplacar alta, mas encerrou em queda de 0,14%, aos 103.109,94 pontos, com as ações ligadas à commodities penalizadas, após queda de 2,34% do minério. No petróleo, contudo, mesmo com a queda de mais de 3% no barril do Brent, as petroleiras tentavam se sustentar no positivo, com Petrobras subindo 0,87% (preferencial) e 1,26% (ordinárias) e PetroRio, 0,21%. Vale caiu 1,24%.

No fim da manhã a presidente da distrital do Fed em Cleveland, Loretta Mester, levou a referência da Bolsa brasileira às mínimas, quando tocou os 102 mil pontos, após dizer não descartar "para sempre" um aumento de 0,75% na taxa de juros americana. À tarde, o Ibovespa tentou emplacar uma recuperação e seguir os índices de Nova York ao terreno positivo após o membro do conselho do Fed Chistopher Waller dizer que o BC americano pode subir os juros para controlar a inflação nos Estados Unidos sem impactar fortemente o emprego. Segundo ele, o momento correto de apertar a política monetária é agora, uma vez que a economia americana está forte e o mercado de trabalho, sobreaquecido.

Nas commodities, pesa a sinalização do governo chinês de que seguirá com a política restrita de zero-covid, o que prejudica as cadeias globais de suprimento. Em um cenário onde a política monetária tem dado as cartas do humor global, o mercado observa com atenção qualquer sinal que adicione mais inflação. Assim, o fator China e a continuidade da guerra na Ucrânia têm destaque no radar dos investidores. 

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