Amanda Perobelli/ Reuters
Amanda Perobelli/ Reuters

PEC dos precatórios limita impacto da inflação alta, e Bolsa sobe mesmo com NY ruim

Bolsa tentou se apegar à redução das incertezas sobre as contas públicas que a PEC pode representar, caso passe no Senado, ainda que a inflação salgada tenha efeito negativo sobre as ações; dólar terminou em valorização de 0,10%

Redação, O Estado de S.Paulo

10 de novembro de 2021 | 13h00
Atualizado 10 de novembro de 2021 | 18h52

A aprovação da PEC dos precatórios, em segundo turno, na Câmara continuou reverberando positivamente sobre os ativos brasileiros, mas a inflação acima do previsto, aqui e em outras partes do mundo, também teve sua influência na precificação dos mercados.

Nesse cenário, a Bolsa foi o mercado que tentou se apegar, em grande parte do dia, à redução das incertezas sobre as contas públicas que a PEC pode representar, caso passe no Senado, ainda que a inflação salgada tenha efeito negativo sobre as ações. Mesmo assim, na reta final, perdeu muito fôlego, em um pregão de queda de commodities e de performance bastante negativa dos pares em Wall Street. Tanto que, depois de superar os 107 mil pontos na máxima do dia, terminou com alta mais modesta, de 0,41%, aos 105.967,51 pontos.

No caso de juros e câmbio, a combinação de otimismo com a PEC e inflação elevada ditaram o ritmo dos ajustes, mesmo que, a exemplo da Bolsa, tenham perdido intensidade na reta final. No caso das taxas dos DIs, enquanto os vencimentos curtos seguiram perto dos ajustes e precificando chances majoritárias de a Selic subir 2 pontos em dezembro, os intermediários e longos cederam. Afinal, mais clareza sobre as contas públicas e um juro básico maior no curto prazo acabam se traduzindo em menor exigência de prêmios.

Já no caso do câmbio, essa mesma combinação, que tende a favorecer o real ao reduzir um pouco das incertezas e ampliar a atratividade para operações de arbitragem, apareceu no mercado quando o dólar cedeu à mínima na casa de R$ 5,43. Mas o investidor moderou o otimismo no fim, também de olho no exterior, e as cotações mais baixas atraíram compras, o que resultou em leve valorização de 0,10% para a divisa, a R$ 5,5001. Em Nova York, a inflação acima do previsto deixou seu rastro, ao aumentar os temores de que o Federal Reserve (o BC americano) tenha que antecipar a alta de juros para conter a escalada de preços. Como havia espaço para correção, após os recordes recentes, os três principais índices cederam, com destaque para o Nasdaq, que perdeu 1,66%.

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