Daniel Teixeira/Estadão
Daniel Teixeira/Estadão

Bolsa cai e dólar sobe em dia de preocupação fiscal e feriado americano

Ações brasileiras seguiam embutindo incertezas no âmbito fiscal diante das demandas por reajuste salarial do funcionalismo público federal

Redação, O Estado de S.Paulo

17 de janeiro de 2022 | 16h30
Atualizado 17 de janeiro de 2022 | 18h51

O feriado que manteve os mercados fechados em Nova York enxugou a liquidez global e deixou espaço para correções nos ativos locais. Assim, o avanço do petróleo ou a alta das praças europeias, após corte de juros pela China, foram insuficientes para impedir a queda da Bolsa brasileira nesta segunda-feira, 17, e a subida do dólar

O tom de cautela nesta segunda de agenda relativamente esvaziada decorre também da expectativa para a paralisação de servidores federais, marcada para esta terça, 18, e que mantém sob atenção dos investidores o risco fiscal. 

No exterior, a atenção esteve concentrada no PIB da China, com expansão de 8,1% em 2021 e alta de 4% no quarto trimestre, acima da expectativa, de 3,6% para os últimos três meses do ano. "A produção industrial também cresceu acima do esperado, porém as vendas do varejo tiveram resultado mais modesto", diz Rodrigo Franchini, sócio da Monte Bravo Investimentos, chamando atenção para o corte de juros na China anunciado no mesmo dia, o primeiro desde abril de 2020, refletindo a preocupação do BC local com o consumo doméstico.

Se na China a autoridade monetária mantém o foco no nível de atividade, especialmente a demanda doméstica, aqui a inflação permanece como um dos maiores fatores de preocupação, agravada por demandas salariais do funcionalismo em um contexto de restrição orçamentária.

O Boletim Focus desta semana trouxe piora, ainda que marginal, na expectativa do mercado sobre o comportamento dos preços, observa em nota a Ativa Investimentos. "Para 2022, houve aumento de 6 bps, para 5,09%, acima do esperado por nós (4,7%). Para 2023, as projeções voltaram a subir e atingiram o patamar de 3,4%, ante 3,36% da semana anterior, devolvendo a queda observada no período", aponta a Ativa.

Nesse ambiente, depois de subir 4% na semana passada, o Ibovespa cedeu 0,52%, aos 106.373,87 pontos, em um pregão de queda de Vale e comportamento misto de Petrobras. O mesmo ocorreu com o real, que ganhou bastante força ante o dólar na semana passada, mas hoje não suportou. A moeda dos EUA acabou a segunda-feira com valorização de 0,24%, a R$ 5,5266 no mercado à vista

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