Werther Santana/ Estadão
Werther Santana/ Estadão

Bolsas caem por preocupação com a inflação global

Continuidade da guerra e lockdown na China para conter o novo surto de covid podem pressionar ainda mais os preços nos mercados internacionais

Redação, O Estado de S.Paulo

11 de abril de 2022 | 17h24

Os investidores internacionais estão preocupados com a inflação global. Os desdobramentos da guerra na Ucrânia seguem sendo avaliados à medida em que o conflito persiste, enquanto a postura da China para lidar com a covid-19 aumenta receios sobre a cadeia global de suprimentos. Influenciada esses fatores, a Bolsa brasileira fechou em queda de 1,16%. Já o dólar fechou em queda de 0,39%, diante da possibilidade de uma nova alta da Selic

Logo na abertura, o mercado já se deparou com um dado de inflação acima do esperado na China, ao mesmo tempo em que o país adota lockdowns para tentar conter o avanço da covid-19. A leitura dos investidores é de que esse quadro, por si só, pode resultar na desaceleração da economia global, o que explica a queda de commodities como petróleo e minério de ferro. E no Brasil, Campos Neto disse que o BC está "analisando a surpresa no IPCA para ver se muda algo na tendência". O mercado interpretou que os juros podem continuar subindo para além de maio. 

O Ibovespa encerrou na mínima do dia, aos 116.952,85 pontos. A baixa das commodities impacta diretamente papéis como Petrobras e Vale, enquanto a possibilidade de juros mais elevados enfraquece ações de empresas ligadas ao mercado doméstico, como o setor varejista. 

As Bolsas de Nova York também fecharam em baixa. A divulgação nesta terça do índice de preços ao consumidor americano (CPI, na sigla em inglês) de março é aguardada com ansiedade, em uma semana que conta ainda com a abertura da temporada de balanços no país. O índice Dow Jones fechou em baixa de 1,19%, em 34.308,08 pontos, o S&P 500 recuou 1,69%, a 4.412,53 pontos, e o Nasdaq caiu 2,18%, a 13.411,96 pontos.

Outro fator que traz cautela generalizada aos ativos é a sinalização recente do Federal Reserve, de aceleração no ritmo do aperto no juros e uma reversão mais agressiva do balanço patrimonial. Os investidores devem exigir mais prêmio das ações que representam um risco maior aos investidores, o que pode afetar países emergentes, como o Brasil.

Dólar

O dólar operou sob forças opostas nesta segunda-feira, 11. De um lado, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, subiu em meio à expectativa de ajuste mais rápido e intenso da política monetária nos Estados Unidos. Do outro, a moeda americana caiu em relação a divisas de países emergentes.

A moeda americana fechou em queda de 0,39%, cotada em R$ 4,6904. A possibilidade de que o Banco Central estenda o ciclo de alta da taxa Selic contribuiu para a valorização do real frente ao dólar.

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