Werther Santana/ Estadão
Werther Santana/ Estadão

Bolsa sobe influenciada pelo exterior positivo

Temporada de balanços nos Estados Unidos deu impulso às companhias aéreas e empresas de tecnologia; dólar teve instabilidade no pregão e encerrou em leve alta

Redação, O Estado de S.Paulo

13 de abril de 2022 | 12h53
Atualizado 13 de abril de 2022 | 18h34

Com o avanço da cotação do petróleo e a expectativa de troca de comando da Petrobras, as ações da estatal avançaram e impulsionaram a alta da Bolsa de Valores, que encerrou o pregão desta quarta-feira, 13, com a alta moderada de 0,55%, aos 116.781,96 pontos, enquanto seus pares internacionais, como Nasdaq, fecharam em alta de cerca de 2%. 

"A alta do Ibovespa foi impulsionada pelas exportadoras de commodities. Houve também os dados de varejo referentes a fevereiro, acima da expectativa, mas a retomada do rali do petróleo foi o grande catalisador do dia, o que reforça, por outro lado, as preocupações quanto ao cenário inflacionário”, disse Victor Lima, analista da Toro Investimentos. Por outro lado, o minério de ferro caiu com os lockdowns na China para conter o novo surto de covid

No exterior, o início da temporada de balanços no exterior seguiu como alavanca para a forte alta das bolsas de Nova York, com destaque para o desempenho das companhias aéreas e de tecnologia. 

Apesar do ambiente de maior apetite ao risco no exterior, com alta firme das Bolsas em Nova York e sinal negativo da moeda americana frente a pares fortes, o dólar teve uma sessão instável no Brasil. Com muitas trocas de sinais ao longo do dia, embora entre margens estreitas, a divisa encerrou o pregão em leve alta de 0,26%, a R$ 4,6887. A mínima foi de R$ 4,6538 e a máxima, de R$ 4,7057. 

Analistas dizem que, após a forte rodada de apreciação do real no primeiro trimestre, o mercado agora se acomoda e busca uma nova referência para taxa de câmbio no curto prazo. Parte da falta de fôlego da moeda brasileira pode ser atribuída também, segundo operadores, a maior demanda por dólares e montagem de posições defensivas diante da proximidade do feriado de Sexta-feira Santa, dia 15.

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