Marcos de Paula/Estadão
Marcos de Paula/Estadão

Dólar fecha abaixo de R$ 5 pela primeira vez desde junho do ano passado; Bolsa fecha em alta 

Desempenho tem relação com commodities; petróleo fechou em alta, beneficiado pela continuidade do conflito na Ucrânia e o consequente temor de restrições na oferta de commodities vindas da Rússia

Redação, O Estado de S.Paulo

21 de março de 2022 | 09h36
Atualizado 21 de março de 2022 | 18h28

O tom mais duro adotado pelo presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, nesta segunda-feira, 21, deteriorou o humor dos mercados em Nova York, mas não impediu os ganhos do real e da bolsa brasileira. Em ambos os casos, o desempenho tem relação com commodities - o avanço do petróleo e de outras matérias-primas puxa esses papéis no Ibovespa e joga o real para cima, para equilibrar o aumento das cotações em dólar. O dólar à vista fechou em queda de 1,42%, a R$ 4,9445 - abaixo de R$ 5,00 pela primeira vez desde 30 de junho (R$ 4,9732) e no menor nível desde 29 de junho (R$ 4,9419). 

Declarações de Powell chegaram a conter o ímpeto do Ibovespa no começo da tarde, com os três índices de Nova York derivando então para o negativo, mas a referência da B3 encontrou fôlego para defender a linha dos 116 mil pontos, alcançada hoje no intradia e em fechamento pela primeira vez desde meados de setembro passado. O Ibovespa fechou em alta de 0,73%, a 116.154,53 pontos - maior nível desde setembro de 2021. No mês, o Ibovespa acumula ganho de 2,66% e, no ano, de 10,81%. 

 

As Bolsas de Nova York fecharam em leve queda. Além da continuidade do conflito entre Rússia e Ucrânia, os papéis foram influenciados pelo tom mais austero nos comentários de Jerome Powell, presidente do Fed. Além disso, em segundo plano, investidores estiveram de olho em falas do presidente da distrital do Fed em Atlanta, Raphael Bostic, e dados de atividade nacional dos Estados Unidos, enquanto a ação da Boeing teve queda forte após acidente na China com avião fabricado pela empresa.

No fechamento, o Dow Jones caiu 0,58%, a 34.552,99 pontos, o S&P 500 perdeu 0,04%, a 4.461,18 pontos, e o Nasdaq teve queda de 0,40%, a 13.838,46 pontos. 

Os contratos futuros de petróleo fecharam em alta de mais de 6% hoje, estendendo ganhos da sessão anterior. O preço do óleo foi beneficiado pela continuidade do conflito na Ucrânia e o consequente temor de restrições na oferta de commodities vindas da Rússia. Além disso, investidores acompanharam os desdobramentos dos ataques a instalações petrolíferas na Arábia Saudita, durante o fim de semana.

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril do petróleo WTI com entrega prevista para maio fechou em alta de 6,67%, a US$ 109,97. Enquanto isso, o do Brent para maio subiu 7,12%, na Intercontinental Exchange (ICE), a US$ 115,62. 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.