Crédito imobiliário deve puxar crescimento, diz Itaú

O diretor de Relações com Investidores (RI) da Itaúsa, Henri Penchas, disse que o crédito imobiliário deverá ser o grande motor do crescimento da carteira de pessoa física daqui a alguns anos no País. "É o último grande filão de crédito não explorado pelos bancos", complementou o diretor de RI do Itaú, Alfredo Setubal. Segundo os executivos, a demanda por esse tipo de operação ainda é muito pequena, principalmente em decorrência das altas taxas de juros. "Com uma taxa de juros nominal abaixo de 12%, começaremos a ter demanda, e abaixo de 10%, a procura será muito maior", disse Setubal. Para ele, outro limitador da demanda por financiamento imobiliário é a desconfiança da população em relação ao futuro do País. Ele destacou que a economia vem crescendo, assim como o emprego e a renda, o que deve melhorar o cenário de longo prazo e aumentar a confiança dos clientes. Para Setubal, o crédito imobiliário ainda não terá um grande impulso em 2007 porque os juros estimados para aquele ano são altos. Atualmente, a carteira imobiliária do Itaú, incluindo operações à pessoa física e a construtoras é inferior a R$ 2,5 bilhões. O diretor do Itaú afirmou que o banco pretende pesquisar no Chile, onde comprou as operações do BankBoston, o comportamento do crédito imobiliário. Naquele país, esse mercado é bastante desenvolvido. "Vamos aprender com o Chile e trazer idéias para o Brasil." Os executivos participaram ontem de reunião da Itaúsa com analistas da Apimec-SP.

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