Cresce aposta de elevação dos juros básicos nos EUA

Ao contrário do índice de preços ao produtor (PPI) de junho divulgado ontem nos EUA, o índice cheio de preços ao consumidor, ou CPI, cresceu em junho exatamente na medida prevista pelos economistas. Mas o núcleo do índice veio levemente acima do previsto e projetou a variação anual para ainda mais longe do teto da margem que o Fed (banco central americano) considera sustentável. Os contratos futuros dos Federal Funds ampliaram de 63% ontem para 89% esta manhã as chances de o juro norte-americano atingir 5,5% ao ano em agosto. O CPI mensal e o anual colocaram as bolsas imediatamente na retaguarda, ampliaram os ganhos do dólar e a alta do juro dos títulos do Tesouro americano. Os índices futuros das Bolsas de Nova York agora olham para os balanços das empresas. Às 9h51 (de Brasília), o juro do título de 10 anos subia para 5,167% ao ano, do patamar de 5,14% de antes do dado de inflação divulgado às 9h30. O dólar subia para 117,85 ienes, de 117,57 ienes antes dos números; o euro ampliava a queda para US$ 1,2470, de US$ 1,2492 antes. O futuro Nasdaq-100 voltou a cair forte, refletindo o descontentamento dos investidores com o balanço da Yahoo!. No mesmo horário, o índice caía 0,20% e o S&P 500, que também oscilou depois do dado, subia 0,24%. O CPI subiu 0,2% em junho, em linha ao previsto. O núcleo, por sua vez, aumentou 0,3%, superando levemente a estimativa de alta de 0,2%. A variação anual do núcleo foi aumento de 2,6%, contra o teto de 2% da chamada zona de conforto do Fed. A volatilidade deve persistir até o pronunciamento do presidente do Fed, Ben Bernanke, às 11 horas (de Brasília), especialmente nos índices futuros de Nova York, onde investidores dividem-se com uma série de balanços. Os investidores estão particularmente curiosos com resultado da Intel, que poderá ser o pior já informado em um trimestre pela companhia desde 2004. Os analistas esperam queda de 57% em seu lucro por ação, para US$ 0,14. Será uma oportunidade também para esclarecer dúvidas quanto aos níveis de estoques e da demanda dos consumidores por eletrônicos.

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