Cresce prejuízo da Vivo; ações lideram baixa na Bolsa

As ações preferenciais da Vivo lideram a baixa do índice Ibovespa na primeira hora do pregão de hoje. A ação chegou a cair mais de 4%, para a mínima de R$ 4,90. Às 10h33, recuperava-se um pouco e era negociado a R$ 5, desvalorização de 2,3% no dia e 421 negócios, somando R$ 1,9 milhão. O índice Ibovespa, no mesmo horário, subia 0,54% a 36.041 pontos. A operadora de telefonia celular divulgou hoje cedo seu balanço financeiro do segundo trimestre do ano, no qual registrou prejuízo de R$ 493,1 milhões. Em relação ao mesmo trimestre de 2005, o prejuízo da Vivo cresceu 95% este ano. A receita líquida da companhia caiu 9,8% e atingiu R$ 2,598 bilhões no 2º trimestre deste ano. Os custos operacionais da empresa ficaram praticamente estáveis, em R$ 2,292 bilhões no mesmo período. A base total de assinantes da Vivo estava em 28,525 milhões de clientes ao final do segundo trimestre, praticamente estável em relação aos 28,446 milhões apurados no mesmo período de 2005. A Vivo reduziu a base de clientes ao eliminar aqueles que permaneceram inativos mesmo depois de tentativas de reativação. A implantação dos sistemas para o controle de fraudes e clonagem também resultaram em algumas perdas. A baixa de inativos foi de 1,8 milhão de clientes. O conselho de administração da Vivo Participações, reunido ontem, aprovou a construção de uma rede GSM/EDGE, a ser acrescida à sua atual rede CDMA, que continuará em pleno funcionamento e expansão. O investimento previsto para a instalação desta nova rede da Vivo é de aproximadamente R$ 1,080 bilhão.

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