Cresce volatilidade do Ibovespa após fala de Putin

O índice da Bolsa paulista abriu em alta, chegou a cair, pressionado por ações de bancos e elétricas, mas voltou a subir

Luciana Antonello Xavier, da Agência Estado,

18 de março de 2014 | 11h21

Os desdobramentos após o discurso do presidente russo, Vladimir Putin, com declarações divergentes de dirigentes europeus impõem maior volatilidade aos mercados nesta terça-feira, 18. O Ibovespa começou em alta, chegou a cair, pressionado por ações de bancos e elétricas, mas há pouco subia, acompanhando o exterior. A Bolsa paulista atingiu as máximas após a chanceler alemã, Angela Merkel, desmentir o ministro de Relações Exteriores da França, que disse pouco antes que a Rússia estava suspensa do G8 - grupo que reúne as sete potências mundiais (França, Alemanha, EUA, Japão, Itália, Canadá e Alemanha) e a Rússia. "Não haverá mudança no status da Rússia no G-8 por enquanto", disse Merkel. As bolsas europeias e as bolsas de Nova York deixaram para trás o viés negativo do início da manhã e operam em alta desde a fala de Putin.

Às 10h42, o Ibovespa subia 0,28%, aos 45.242,17 pontos. Em NY, o Dow Jones subia 0,20%, o Nasdaq avançava 0,31% e o S&P 500 estava em +0,22%. Na Europa, as principais bolsas operavam todas no azul, com Paris em alta de 0,86%, Londres em +0,36% e Frankfurt em +0,55%.

Houve pouca reação dos mercados aos dados dos Estados Unidos e no cenário doméstico, há expectativa com a fala do presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, às 11 horas, na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. que deve ajudar a definir o rumo do mercado de juros futuros. A cautela nos negócios se deve também à expectativa com a estreia de Janet Yellen no comando da reunião de política monetária do Federal Reserve.

Nos EUA, a inflação ao consumidor em fevereiro subiu 0,1% ante janeiro e avançou 1,1% na comparação com o mesmo mês do ano passado - bem abaixo da meta do Federal Reserve de 2,0%. Já as obras iniciadas em fevereiro cederam 0,2% em relação a janeiro, resultado abaixo do consenso (3,4%), mas que veio acompanhado de uma revisão parcial da forte queda do mês anterior (de -16,0% para -11,2%). Por outro lado, as permissões para novas obras cresceram 7,7% na margem em fevereiro, desempenho bem acima do previsto (1,6%) e que representa um sinal promissor para os próximos meses, considerando que esse indicador é um antecedente das novas obras.

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