Crise na Líbia leva petróleo a US$ 96,17 o barril em NY

Os contratos futuros do petróleo registram alta desde que o governante líbio, Muamar Kadafi, passou a usar a força para reprimir as manifestações populares pedindo sua saída. Hoje, o mercado trabalha com as informações de que várias petroleiras estão com operações paralisadas e de que os portos estão fechados.

CYNTHIA DECLOEDT, Agencia Estado

23 de fevereiro de 2011 | 09h52

Às 9h24 (horário de Brasília), o contrato futuro do petróleo tipo WTI com vencimento em abril negociado na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês) subia 0,79% para US$ 96,17 o barril. O petróleo tipo brent, negociado na ICE de Londres, avançava 1,57% a US$ 107,44 o barril.

A companhia espanhola Repsol YPF e a alemã Wintershall estão entre as várias empresas de petróleo estrangeiras que confirmaram o fechamento da produção na Líbia. As duas deixaram de produzir até 300 mil barris de petróleo ao dia, cerca de 20% do total da produção líbia. Outras, como a italiana Eni e a francesa Total disseram que sua produção pode ser afetada pela turbulência civil.

Os portos da Líbia estão fechados. Assim, o mercado de petróleo está prestes a perder a maior parte de toda a exportação diária de 1,3 milhão de barris da Líbia, muito dele de alta qualidade, o que dificulta a reposição. "O risco das interrupções no fornecimento já ficou claro", disse o diretor de derivativos de varejo do London Capital Group, Glen Ward.

A Arábia Saudita, maior produtora da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), disse ontem que a organização poderia elevar a produção para cobrir o déficit de produção da Líbia. Embora a Arábia Saudita seja capaz de sozinha substituir a produção líbia, os investidores teme que os protestos se alastrem para outros países produtores de petróleo, como Argélia e Irã. As informações são da Dow Jones.

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