Crise na Rússia está apenas começando, diz IIF

Organização vê 'pânico no mercado financeiro' e diz que Moscou tem pouco tempo para evitar o pior

André Ítalo Rocha, O Estado de S. Paulo

17 Dezembro 2014 | 08h42

SÃO PAULO - A economia da Rússia caminha para entrar em recessão com as recentes depreciações do rublo, mas a crise financeira do país está apenas começando, afirmou nesta quarta-feira, 17, um dos maiores grupos bancários do mundo, o Instituto Internacional de Finanças (IIF).

"Há um completo pânico no mercado financeiro da Rússia", disse Lubomir Mitov, economista-chefe para a Europa do IIF, organização que representa mais de 500 das maiores companhias financeiras do mundo.

"O banco central russo tem algumas horas ou dias para controlar a situação porque se a população correr para os bancos para sacar suas poupanças, o jogo acabou", afirmou Mitov, em entrevista a jornalistas. Para ele, o país caminha para o colapso por duas razões: sanções do Ocidente e quedas nos preços do petróleo.

Como um dos maiores produtores de petróleo do mundo, o país depende em grande parte das exportações da commodity para financiar o governo e alimentar a economia. Com os preços em queda nos últimos, com perda de quase metade do valor, o investimento internacional na Rússia vem caindo e crescimento econômico tende a minguar, avalia o instituto.

Na estimativa do IIF, com o barril de petróleo precificado abaixo de US$ 60, a economia da Rússia pode encolher 5%, depois de uma estagnação neste ano. Às 4h56 (de Brasília), o barril de petróleo para janeiro era negociado a US$ 55,49, quase a metade do patamar considerado ideal pela Rússia para fechar suas contas, de US$ 100. 

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