Crise na Ucrânia gera volatilidade e dólar sobe

Com a Ucrânia sob os holofotes, os investidores se mostram mais arredios nesta sexta-feira, 25, com queda da maioria das bolsas e, no Brasil, o dólar à vista sobe. O Ibovespa futuro, por sua vez, fica na esteira das praças internacionais, enquanto os juros futuros mais longos acompanham a queda dos Treasuries. Hoje, o governo ucraniano garantiu que as tropas não invadirão Slaviansk, cidade dominada pelos insurgentes e onde cinco pessoas morreram ontem, para evitar novas baixas de civis. Em um ataque verbal ao governo da Rússia, o premiê ucraniano, Arseni Yatseniuk, acusou o país vizinho de querer iniciar "uma terceira guerra mundial" ao apoiar as ações dos rebeldes.

LUCIANA ANTONELLO XAVIER, Agencia Estado

25 de abril de 2014 | 09h57

Às 9h29, o dólar à vista no balcão subia 0,59%, a R$ 2,2300. O futuro para maio tinha alta de 0,70%, a R$ 2,2330. Além da crise envolvendo Rússia e Ucrânia, o mercado de câmbio é guiado pelo sinal de que o BC concluiu a rolagem parcial do vencimento de swap cambial de maio e aguarda ainda pelos números das transações correntes e Investimento Estrangeiro Direto (IED), às 10h30, com expectativa de que o IED siga forte, mas não o suficiente para cobrir o déficit em conta corrente.

No horário acima, o dólar caía a 101,99 ienes, de 102,33 ienes no fim da tarde de ontem em NY, após atingir o menor nível do dia, a 102,10 ienes. O euro subia a US$ 1,3836, de US$ 1,3832 no fim da tarde de quinta-feira, 24, em NY. O rublo russo tinha desvalorização de 0,62% ante o dólar, após a S&P ter rebaixado o rating do país de BBB para BBB-, com perspectiva negativa, e o BC russo ter elevado o juro em 0,5 ponto porcentual, para 7,5%.

As bolsas internacionais estavam perto das 9h30 no vermelho, com Londres em baixa de 0,27%, Paris -0,44% e Frankfurt -1,01%. No mercado futuro em Nova York, o Dow Jones cedia 0,32%, o Nasdaq recuava 0,52% e o S&P 500 tinha baixa de 0,28%. O Ibovespa futuro caía 0,74%, aos 52.140 pontos.

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