Crise no Líbano faz dólar subir

Os mercados reduziram o ritmo dos negócios no último dia útil de uma semana repleta de eventos relevantes para a economia mundial e brasileira. Depois de conhecerem dois importantes indicadores de inflação dos Estados Unidos e a avaliação de Ben Bernanke sobre a economia norte-americana, os investidores voltaram a adotar a cautela nos negócios. Em Nova York, as bolsas de valores caíram e os juros subiram. Aqui, dólar e juros fecharam em alta e a Bovespa caiu. Na semana, o saldo dos juros domésticos foi de queda, refletindo a redução da Selic. O dólar também caiu no período e a Bovespa acumulou ligeira valorização, de 0,46%. O dólar à vista fechou em alta pelo segundo dia seguido, cotado por R$ 2,199 (+0,27%). "O dólar subiu porque as tesourarias absorveram o fluxo financeiro positivo", disse um operador. "Esse comportamento demonstra precaução em relação a eventuais desdobramentos da crise entre Israel e Líbano no fim de semana", disse. O mercado de juros teve um dia com pouca liquidez e taxas praticamente estáveis. Os investidores aproveitaram a sexta-feira para fazer ajustes em suas carteiras e tomar fôlego para os últimos dias de julho. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o contrato de DI de janeiro de 2008, um dos mais negociados, encerrou a sessão com taxa de 14,73%. O Ibovespa encerrou o dia em queda de 0,94%, aos 35.510 pontos. Com esse resultado, a bolsa passou a acumular baixa de 3,06% em julho e alta de 6,14% em 2006. O mercado reduziu o volume de negócios e a bolsa paulista acompanhou o comportamento de Wall Street.

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