CSN se associa a siderúrgica dos EUA

A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) concluiu ontem as negociações para a fusão de seus ativos na América do Norte com a americana Wheeling-Pittsburgh Corp. A operação exigirá investimentos de US$ 225 milhões da empresa brasileira, que deverão ser convertidos em aproximadamente 11,8 milhões de ações da nova Wheelling dentro de um período de três anos. O acordo está sujeito a aprovação do United Steel Workers (sindicato dos metalúrgicos americano).Segundo comunicado das empresas, o acordo envolve direitos de distribuição exclusivos para os produtos laminados planos da CSN nos Estados Unidos e Canadá e um compromisso de longo prazo para o fornecimento de placas pela empresa brasileira. O aporte da CSN lhe dará direito a uma fatia de 49,5% na nova companhia criada pela fusão. Os 50,5% restante ficarão com os atuais acionistas da siderúrgica americana.Do montante de US$ 225 milhões, aproximadamente US$ 150 milhões serão utilizados para melhoria dos ativos, incluindo a expansão da capacidade local da Wheelling e uma segunda linha de produção de galvanizados, de 350 mil toneladas, na unidade de Terre Haute, no Estado de Indiana. O restante dos recursos será usado para melhorar a liquidez do grupo.Em nota, o diretor de infra-estrutura e energia da CSN, Marcos Lutz, destaca que a empresa é um investidor de longo prazo no setor de siderurgia e tem como meta fazer com que essas operações combinadas se transformem em um empreendimento de produção de aço de baixo custo, de qualidade mundialmente reconhecida, que vai poder concorrer tanto em base regional quanto global."Desde que se recuperou da falência, em 2003, nossa diretoria examinou uma série de opções para maximizar o valor para nossos acionistas", disse o presidente-executivo da Wheeling-Pittsburgh, James Bradley. "A transação com a CSN é o auge de um rigoroso e longo processo, que incluiu discussões com uma ampla gama de potenciais parceiros."A Wheeling-Pittsburgh tem capacidade de produção de 2,8 milhões de toneladas de placas e 3,4 milhões de toneladas de laminados a quente. A empresa americana registrou prejuízo de US$ 23,4 milhões no quarto trimestre de 2005 e de US$ 2,1 milhões no primeiro trimestre deste ano.

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