CSN sobre leilão: respeitamos 'limite de endividamento'

O diretor presidente da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), Benjamin Steinbruch, comentou hoje, em comunicado distribuído pela empresa, o resultado do leilão realizado ontem pelo controle da Corus, no qual a brasileira foi vencida pela indiana Tata Steel: "Obviamente que, em relação ao leilão da Corus, teríamos preferido outro resultado. Mas, decidimos não ultrapassar o limite de investimento e endividamento que pré-estabelecemos. Acima desse limite, não mais estaríamos assegurando as melhores taxas de retorno aos nossos acionistas."O executivo aproveitou a oportunidade para "cumprimentar o Grupo Tata pela sua aquisição" e disse estar confiante que o processo de consolidação do setor siderúrgico está apenas se iniciando, "o que deverá trazer melhores oportunidades de crescimento para a CSN no futuro, para as quais estaremos sempre preparados".A companhia afirmou que permanece comprometida com a sua estratégia voltada para a internacionalização de suas atividades, assim como com os investimentos já em andamento. "Nossos investimentos visam a triplicação de nossa capacidade de produção de aço bruto - começando pela instalação de 4,5 milhões de toneladas de produção adicional e anual de placas de aço em Itaguaí (RJ), assim como a expansão de 16 milhões de toneladas anuais de produção de minério de Ferro em Casa de Pedra anualmente, para mais de 50 milhões de toneladas extraídas por ano. Estaremos também inaugurando, no início da segunda quinzena de fevereiro, o novo terminal de exportação de minério de ferro no nosso porto, também em Itaguaí."A CSN reiterou ainda no comunicado que terá o direito de vender 34.072.613 ações do capital social da Corus, pelo preço final revisado oferecido pela Tata (608 pence por ação). A brasileira comentou também que terá o direito de receber da Corus a "Remuneração de Incentivo" correspondente a 1% do preço final revisado proposto pela "CSN Acquisitions" para a compra da companhia (603 pence por ação).

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