CSN terá de mudar as condições da OPA da Cimpor

Para ser bem-sucedida na oferta pública de ações (OPA) da empresa portuguesa de cimentos Cimpor, a CSN terá de modificar as condições de sucesso da oferta e aumentar o preço, segundo uma fonte ligada ao processo. Atualmente, a condição de sucesso é que a empresa brasileira consiga comprar 50% mais uma ação.

Jair Rattner, da Agência Estado,

10 de fevereiro de 2010 | 11h51

 

A expectativa é que se a CSN optar por manter a OPA na Bolsa de Lisboa, baixe o objetivo para cerca de 40% - segundo a legislação portuguesa, bastam 33,4% das ações para ter uma posição de bloqueio das decisões do conselho de administração da empresa.

 

Essa mudança deve-se ao fato de a Votorantim e a Camargo Corrêa terem adquirido quase 50% das ações da Cimpor. A Votorantim comprou os 17,28% que estavam em poder da francesa Lafarge e fez um acordo para votar conjuntamente com a Caixa Geral de Depósitos (que tem 10% das ações) nas assembleias da empresa, o que significa um bloco com 27,28% da empresa portuguesa. A Camargo Corrêa anunciou hoje a compra de 22,17% das ações que se encontravam na posse da Teixeira Duarte e que poderá adquirir mais 3% do capital da Cimpor.

 

Apesar de as duas empresas contarem com mais de 50% das ações da Cimpor, elas não poderão atuar como um bloco. Se isso ocorrer, a Comissão de Mercado de Valores Mobiliários - o regulador português - deverá obrigá-las a lançarem uma OPA sobre o restante do capital.

 

A fonte considera que para ter sucesso, a CSN deverá aumentar o valor oferecido por ação da Cimpor, que é de € 5,75 por ação, muito abaixo dos € 6,5 pagos pela Camargo Corrêa pelas ações da Teixeira Duarte. O valor pago pela Votorantim pelos 17,28% de ações que estavam na posse da Lafarge não foi revelado, mas acredita-se que seja entre € 6,7 e € 6,8.

 

Para a fonte, no entanto, a CSN não deve chegar a esses valores. Isso porque, com menos de 50% do capital em jogo, não se justificaria o prêmio de controle embutido no valor da oferta. Antes do lançamento da OPA, os principais acionistas da Cimpor controlavam 81% do capital da empresa, sendo que os 19% restantes encontram-se em mãos de pequenos acionistas.

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