CVM conclui hoje revisão de instrução que regula fundos

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) conclui hoje os estudos técnicos referentes às mudanças na Instrução nº 409, que regula os fundos de investimentos no País. A informação é do superintendente de Relações com Investidores Institucionais da entidade, Carlos Eduardo Sussekind, em palestra na Câmara de Comércio Americana. "Vou sair daqui (da reunião) e conversar com os meus colegas de outras áreas para definir alguns pontos pendentes. A expectativa é que tudo fique concluído hoje", comentou. A definição final, porém, ficará a cargo dos cinco integrantes do colegiado da CVM, a quem caberá a palavra final, acrescentou. Sussekind não quis adiantar pontos específicos das mudanças, alegando que a definição caberá aos diretores. Mas acrescentou que o objetivo é preparar a indústria de fundos de investimentos do País para uma nova realidade, na qual deverá aumentar a participação dos papéis de empresas privadas. "A tendência é uma redução da participação dos títulos públicos e ampliação do financiamento do setor privado", explicou. Além de contribuir para o financiamento das empresas privadas, os novos fundos permitirão avaliar melhor "quem é melhor gestor" de recursos de terceiros, disse Sussekind. "Hoje há quase uma padronização, já que o maior volume de recursos é direcionado para os papéis do governo, que têm os mesmos riscos e mesmas taxas de rentabilidade", comentou. Indagado sobre quais seriam os limites máximos para aplicação em papéis privados, Sussekind foi evasivo. "Não haverá alteração relevante em relação à situação atual. Os novos limites são compatíveis com o que a indústria pratica", comentou, sem entrar em detalhes sobre os porcentuais quantitativos estabelecidos pela Instrução. Representantes dos fundos de investimentos reclamam do limite de 30% proposto pela CVM para a participação de títulos privados nos produtos de varejo.

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