Dado de trabalho traz alívio e Bolsas de NY sobem

O crescimento abaixo do esperado no número de vagas criadas pelas empresas norte-americanas em maio não provocou apreensão sobre esfriamento da economia e do consumo nos Estados Unidos, mas sim alívio com a perspectiva de que o dado possa selar uma pausa no ciclo de aperto monetário que completará dois anos em junho. Essa leitura deu suporte para que o mercado acionário dos EUA abrisse em alta. Às 10h36, o índice Dow Jones avançava 0,09%, o Nasdaq +0,47% e o S&P 500 subia 0,52%. O Departamento do Trabalho norte-americano informou que foram criadas apenas 75 mil vagas na economia em maio, um número bem distante dos 180 mil postos previstos por economistas. Os dados de vagas criadas em março e abril foram revisados em baixa. O número é elaborado com base em consultas às empresas. Mas a taxa de desemprego, feita com base em consultas, por telefone, às casas dos norte-americanos, caiu para 4,6%, o menor nível desde julho de 2001. A mediana das previsões para a taxa de desemprego era de 4,7% em maio. Com relação à inflação o relatório de trabalho não trouxe nenhum alerta. O ganho médio por hora trabalhada subiu de US$ 16,61 para US$ 16,62, ou 0,06%, que arredondado dá 0,1%. A mediana das projeções para a variação no salário médio por hora trabalhada era de uma elevação de 0,2% no mês passado. Os dados poderiam provocar apreensão. Crescimento mais lento do emprego mina a confiança dos consumidores, mas, por ora, o alívio com a possibilidade de pausa do ciclo de aperto monetário vigora. As informações são da Dow Jones.

Agencia Estado,

02 de junho de 2006 | 10h43

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