Dados da China fazem bolsas europeias fecharem em alta

Os mercados de ações da Europa fecharam em alta nesta quinta-feira, 24, depois que fortes indicadores da China elevaram esperanças de que a segunda maior economia do mundo está se recuperando. Além disso, balanços positivos de grandes empresas na região ajudaram a sustentar o sentimento dos investidores.

24 de outubro de 2013 | 15h13

O índice Stoxx 600 subiu 0,44%, para 320,38 pontos, depois de perder 0,6% no dia anterior. Antes da perda de quarta-feira, o índice havia encerrado em alta por nove dias seguidos e fechou no maior nível em mais de cinco anos na terça-feira.

Nesta quinta-feira, os investidores viram dados industriais da China como um sinal de que a economia do país está se recuperando. O índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) do setor industrial da China subiu para o nível mais alto em sete meses a 50,9 em outubro, segundo dados preliminares do HSBC. A leitura final de setembro havia ficado em 50,2. Uma leitura acima de 50 sinaliza expansão.

As empresas de mineração, que são sensíveis a indicadores de crescimento da China, estavam entre as melhores performances da sessão. As ações da Antofagasta fecharam em alta de 1% e os papéis da BHP Billiton subiram 1,4%. Paralelamente, a BHP disse que espera que a demanda global por commodities tenha uma expansão de 75% nos próximos 15 anos, impulsionada em parte pela contínua urbanização em economias emergentes. O índice FTSE 100, de Londres, fechou em alta de 38,70 pontos (0,58%), em 6.713,18 pontos.

Entre os indicadores da Europa, os PMIs da zona do euro sinalizaram expansão da atividade pelo quarto mês seguido. O PMI composto do bloco da moeda recuou para 51,5 em outubro, mas permaneceu acima da marca de 50.

"Tendo em vista que os PMIs não fornecem (e não podem fornecer) grande precisão na sinalização do ritmo de crescimento do PIB, acreditamos que a mensagem geral a partir das pesquisas de hoje deve ser de que o crescimento continua a um ritmo modesto" disse James Ashley, economista sênior do RBC Capital Markets, em um comunicado. "Em nossa opinião, não há nada neste último lote de leituras para nos fazer mudar a nossa avaliação de curto ou médio prazo - e pensamos que esta também será a atitude tomada pelo Conselho do BCE", acrescentou.

O índice DAX, de Frankfurt, subiu 60,77 pontos (0,68%), para 8.980,63 pontos. Entre as reações a balanços, a Daimler ganhou 3,3% depois de anunciar que atingiu um nível recorde de vendas no terceiro trimestre. Os papéis do Commerzbank subiram 3,91%, recuperando terreno depois da queda forte de ontem.

O índice CAC-40, de Paris, fechou em alta de 15,03 pontos (0,35%), aos 4.275,69 pontos, com avanço de empresas do setor financeiro. O Bank of America Merrill Lynch elevou a recomendação dos papéis do BNP Paribas e do Société Générale para "compra", de "neutro". Com isso, as instituições fecharam em alta de 2,3% e 1,7%, respectivamente. Por outro lado, os ganhos no índice foram limitados por balanços que não conseguiram entusiasmar os investidores. A empresa de segurança digital Gemalto perdeu 4%, depois de registrar decepcionantes resultados no terceiro trimestre.

Em Madri, o Ibex-35 fechou em alta de 87,10 pontos (0,89%), em 9.915,40 pontos. No noticiário corporativo, o Banco Sabadell anunciou que seu lucro líquido saltou para US$ 62,7 milhões de euros (US$ 86,4 milhões) no terceiro trimestre, de 503 mil euros em igual período do ano passado. As ações da empresa fecharam em alta de 5,76%.

O Santander da Espanha anunciou que o seu lucro líquido avançou 0,5%, para 1,055 bilhão de euros no terceiro trimestre, em comparação ao 1,050 bilhão de euros verificados no trimestre imediatamente anterior. No terceiro trimestre de 2012 o lucro líquido atribuído ao grupo havia sido de 122 milhões de euros. As ações do Santander em Madri fecharam em alta de 0,87%.

Em Milão, o índice FTSE-Mib fechou em alta de 242,25 pontos (1,28%), em 19.152,93 pontos. O pior desempenho na região ficou com o índice PSI-20, da Bolsa de Lisboa, que fechou em queda de 15,91 pontos (0,25%), aos 6.231,81 pontos. Fonte: Dow Jones Newswires.

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