Dados de emprego nos EUA levam Bovespa a abrir em alta

A queda nos pedidos semanais de auxílio-desemprego feitos nos Estados Unidos praticamente em linha com a esperada garante uma abertura com viés de alta para a Bovespa nesta quinta-feira, 6, comportamento já verificado no exterior. Ainda assim, as atenções seguem voltadas para o fluxo de capital externo nos negócios à vista, em meio à estratégia dos investidores estrangeiros na renda variável. Às 10h05, o Ibovespa tinha ligeiro avanço de 0,24%, aos 52.925,45 pontos.

OLÍVIA BULLA, Agencia Estado

06 de junho de 2013 | 10h17

O número de trabalhadores norte-americanos que entraram pela primeira vez com pedido de auxílio-desemprego caiu 11 mil, para 340 mil na semana passada, ante previsão de 345 mil solicitações. Em reação ao dado, os índices futuros das Bolsas de Nova York reduziram parte da alta exibida mais cedo e, no horário acima, o contrato do S&P 500 para junho crescia 0,04%. A expectativa, agora, recai no relatório oficial do mercado de trabalho nos Estados Unidos (payroll) em maio, que será divulgado apenas na sexta-feira, 7.

Na Europa, as principais bolsas europeias também operam no azul, digerindo as primeiras observações do presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, após a decisão da autoridade monetária de manter a taxa básica de juros da zona do euro no mínimo histórico de 0,50% ao ano, conforme esperado. Entre os comentários, Draghi afirmou que a política monetária permanecerá acomodatícia enquanto for preciso, pois os riscos para a perspectiva econômica continuam negativos. Às 10h05, a Bolsa de Frankfurt tinha leve baixa de 0,10%.

No Brasil, o Banco Central publicou a ata da reunião da semana passada do Comitê de Política Monetária (Copom), quando a taxa básica de juros (Selic) subiu para 8%, em decisão unânime. Para o BC, o aumento de 0,50 ponto porcentual contribuirá para colocar a inflação em declínio e é preciso se manter vigilante, a fim de minimizar os riscos de que a inflação elevada persista. Segundo o BC, há a necessidade de reverter a persistência da inflação "com a devida tempestividade".

Porém, operadores consultados nesta quinta-feira, 6, não vislumbram um efeito direto do documento do BC brasileiro nos negócios com ações. A reação, segundo eles, deve ficar mais concentrada nos mercados de juros futuros e de câmbio. Na Bolsa, explicam os profissionais, as atenções estão voltadas para o provável desmonte da posição vendida (aposta na queda) dos investidores estrangeiros em índice Bovespa futuro.

Dados da BM&F Bovespa mostram que a aposta dos não-residentes na queda do derivativo encerrou a quarta-feira, 5, com 132.435 contratos, resultado de 93.022 contratos na compra e 225.457 contratos na venda. Um dia antes, os gringos estavam vendidos com 140.663 contratos em aberto, o que representa uma diminuição líquida de 8.228 contratos no período ou cerca de R$ 430 milhões.

Essa redução mais expressiva da posição líquida vendida dos "gringos" ocorreu no dia em que o governo federal decidiu zerar o Imposto sobre Operações Financeiras (IPF) que incidia em investimentos estrangeiros na renda fixa. O próximo vencimento de índice Bovespa futuro está marcado para a quarta-feira da semana que vem (dia 12).

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