Dados dos EUA e Alemanha ajudam a impulsionar NY

Construção de moradias iniciadas nos EUA atingiu maior nível em 19 meses e ficou bem acima do esperado pelo mercado

Luciana Antonello Xavier, da Agência Estado,

20 de dezembro de 2011 | 12h34

Dados fortes do mercado imobiliário americano, a melhora na confiança nas empresas alemãs e o bom resultado do leilão de títulos da Espanha ajudam a dar força na abertura das bolsas nova-iorquinas desta terça-feira. Às 12h38 (de Brasília), o Dow Jones subia 1,80%, o S&P tinha alta de 1,92% e o Nasdaq avançava 2,25%.

Pela manhã, as bolsas já acentuavam os ganhos no mercado futuro após a divulgação de que a construção de moradias iniciadas nos EUA subiu 9,3% em novembro ante outubro, para 685 mil, o maior nível em 19 meses e bem acima da expectativa de analistas de alta de 0,3%, para 630 mil.

Ainda nos EUA, as atenções estão na votação hoje na Câmara de Representantes da extensão por mais por dois meses do corte no imposto sobre a folha de pagamento, que expira em 31 de dezembro. O projeto foi aprovado pelo Senado no último sábado e deve ser rejeitado hoje na Câmara.

Segundo o instituto de pesquisa Ifo, a confiança das empresas da Alemanha subiu para 107,2 pontos em dezembro, da leitura revisada de 106,6 pontos em novembro, e acima da previsão dos analistas, que esperavam 106 pontos, o que é um ótimo sinal tendo em vista os ventos contrários, soprando para a recessão na zona do euro.

Já a Espanha conseguiu vender 5,64 bilhões de euros em T-bills,  mais do que o esperado, pagando yields (retorno ao investidor) bem mais baixos do que nos leilões anteriores. Com isso, o yield dos títulos de 10 anos da Espanha caíam para 5,09%, de 5,15% no fim da tarde de ontem.

Aliado a isso, ontem os ministros de Finanças da zona do euro concordaram em emprestar 150 bilhões de euros ao Fundo Monetário Internacional (FMI) para ajudar no combate da crise, o que é menos do que os US$ 200 bilhões que se esperava inicialmente. O Reino Unido não fez nenhuma contribuição e alguns outros países disseram que precisam primeiro consultar seus parlamentos.

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