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Dólar cai para R$ 3,52 sem ação do BC; Bovespa sobe 2,35%

Pelo 2º dia, BC não atuou no mercado de câmbio; forte avanço dos preços do petróleo e o ingresso de recursos externos impulsionaram ações da Petrobrás, Vale e setor financeiro

Paula Dias e Fabrício de Castro, O Estado de S.Paulo

26 de abril de 2016 | 11h26

Enquanto os mercados americanos e europeus andaram "de lado", à espera da definição dos juros nos Estados Unidos, a Bovespa demonstrou fôlego e fechou em alta de 2,35%, aos 53.082,50 pontos. O forte avanço dos preços do petróleo e o ingresso de recursos externos no mercado acionário brasileiro foram determinantes para impulsionar papéis como os de Petrobrás, Vale e setor financeiro, todos com avanços acima de 3%. A terça-feira foi mais amena no mercado de câmbio, onde o dólar à vista oscilou em pequeno intervalo e fechou em baixa de 0,68%, cotado a R$ 3,5246.

Apesar da expectativa em torno da política no Brasil e da reunião do Federal Reserve, na quarta-feira, 27, o viés para o dólar foi negativo durante toda a sessão. Contribuiu para isso o fato de o Banco Central, pelo segundo dia, não anunciar nenhuma operação de swap cambial reverso (equivalente à compra de dólares no mercado futuro). Além disso, no exterior, o dólar cedia ante várias divisas de exportadores de commodities e emergentes, em meio à expectativa de que, no encontro de amanhã, o banco central americano não altere sua taxa de juros, atualmente na faixa entre 0,25% e 0,50%.

Na Bovespa, as ações dos setores de mineração, siderurgia e metalurgia foram os grandes destaques do dia. Os papéis iniciaram o dia em queda, acompanhando o recuo dos preços do minério de ferro. No entanto, inverteram a tendência no início da tarde e passaram a figurar entre as maiores altas do Ibovespa. Nos últimos minutos de negociação, as ações ganharam ainda mais impulso, acompanhando pares internacionais, que, por sua vez, seguiam o avanço dos índices de metais.

Entre os papéis de empresas ligadas a commodities metálicas, Vale ON (3,49%) e Vale PNA (+4,59%) foram os principais alvos de investidores estrangeiros, conforme relataram operadores ouvidos pelo Broadcast. Também destacaram-se Gerdau PN (+7,67%), Bradespar PN (acionista da Vale, com +4,35%) e Usiminas PNA (+3,00%).

Já a alta expressiva dos preços do petróleo sustentou a Petrobrás durante todo o dia. Os contratos futuros da commodity para junho subiram 3,28% na Nymex e 2,83% na ICE, impulsionados pelo dólar mais fraco e por apostas de redução da produção global, especialmente nos Estados Unidos. Com isso, as ações da Petrobrás subiram 3,40% (ON) e de 3,64% (PN).

Apesar da valorização expressiva do Ibovespa, predominou no mercado o tom cauteloso entre os investidores, que já não exibem a euforia vista nas últimas semanas. Evidência desse comportamento mais cuidadoso é o volume de negócios de R$ 6,27 bilhões, maior que o da véspera, mas novamente abaixo da média do mês (R$ 8,45 bilhões). Com o processo de impeachment em andamento e a expectativa pela reunião do Federal Reserve, amanhã, o volume de compras se manteve mais moderado, segundo profissionais do mercado.

No cenário político, destaque para a indicação do tucano Antonio Anastasia como relator do impeachment na comissão especial da Casa. "O plano de trabalho foi concebido exatamente para permitir que houvesse, de maneira muito salutar, a fala tanto daqueles que acusam quanto daqueles que defendem. O prazo foi determinado pelo presidente e vai se concluir na próxima sexta-feira, 6, com a votação do parecer", confirmou o senador.

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