Dados positivos da economia favorecem bolsas de NY

As bolsas de Nova York fecharam em alta nesta terça-feira, 28, após uma série de dados positivos da economia dos EUA, com destaque para o aumento da confiança do consumidor. Apesar de os índices terem diminuído os ganhos ao longo da tarde, o Dow Jones conseguiu fechar em nível recorde.

Agencia Estado

28 de maio de 2013 | 18h16

O índice Dow Jones subiu 106,29 pontos (0,69%) e fechou a 15.409,39 pontos, após registrar sua primeira queda semanal em quatro semanas na última sexta-feira. O S&P 500 ganhou 10,46 pontos (0,63%), encerrando a 1.660,06 pontos. E o Nasdaq avançou 29,75 pontos (0,86%) e fechou a 3.488,89 pontos.

Segundo o Conference Board, o índice de confiança do consumidor norte-americano subiu para 76,2 em maio, o nível mais alto desde fevereiro de 2008, de uma leitura revisada de 69 em abril. Economistas consultados pela Dow Jones previam um aumento mais moderado do indicador neste mês, para 72,0.

Também saíram vários índices de atividade de distritais do Fed. O de manufatura do Fed de Richmond foi para -2 em maio, de -6 em abril, enquanto o de empresas do Fed de Dallas avançou para -10,5 em maio, de -15,6 em abril. Por outro lado, o índice de atividade industrial do Meio-Oeste, medido pelo Fed de Chicago e que é monitorado de perto pelo mercado por causa da indústria automobilística e de fornecedores do setor, recuou 0,5% em abril ante o mês anterior, para 95,5. No setor imobiliário, a S&P/Case-Shiller divulgou índices que mostraram alta superior a 10% nos preços dos imóveis nas regiões metropolitanas dos EUA.

"Vejo muita motivação para o rali continuar", disse Jerry Harris, da Sterne Agee. "Os preços dos imóveis subiram bastante ante um ano atrás."

Antes da série de indicadores norte-americanos, os mercados já vinham sustentados por análises menos pessimistas sobre as perspectivas da política monetária nos EUA. Analistas dizem que o forte movimento de vendas de ativos verificado na segunda metade da semana passada, após Bernanke comentar no Congresso norte-americano sobre a possível reversão da política de relaxamento quantitativo do Fed nos próximos meses, foi exagerado.

Além dos indicadores e da nova visão sobre o Fed, um relatório da Moody''s, que elevou a perspectiva do sistema bancário dos EUA de negativa para estável, favoreceu as ações financeiras, com ganhos do JPMorgan (+1,75%), Citigroup (+2,51%), Bank of America (+0,83%) e Morgan Stanley (+1,56%). A perspectiva dos bancos norte-americanos estava negativa desde 2008.

Ainda no noticiário corporativo, as ações da Valeant Pharmaceuticals avançaram 8,68% após a empresa confirmar ontem que concordou em comprar a Bausch & Lomb por US$ 8,7 bilhões.

A Tiffany subiu 3,95% e liderou os ganhos entre os componentes do S&P 500 após informar que registrou lucro e receita melhores que as expectativas dos analistas.

Na Europa, as bolsas fecharam em alta, também impulsionadas pelos dados positivos dos EUA. Além disso, comentários do membro do conselho do Banco Central Europeu (BCE) Jörg Asmussen sobre a continuação da política monetária da instituição aliviaram as preocupações com uma possível redução de estímulos. As informações são da Dow Jones.

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