Dados reforçam expectativa de juro alto nos EUA

O relatório final do Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos do quarto trimestre e de pedidos de auxílio-desemprego divulgados esta manhã acrescentam mais uma vez ingredientes à percepção, que já está praticamente solidificada, de que o juro no norte-americano irá subir pelo menos mais uma vez este ano. O PIB do quarto trimestre foi revisado para crescimento de 1,7%, em base anualizada, em linha com as projeções de expansão superior à taxa de 1,6% calculada anteriormente pelo Departamento do Comércio. Além disso, o índice de preços dos gastos com consumo pessoal (PCE) no quarto trimestre foi revisado em alta, de 2,7% para 2,9%. Os pedidos de auxílio-desemprego, por sua vez, caíram 10 mil na semana passada em comparação a anterior, mas o nível de pedidos continuou em 302 mil, da semana até 18 de março, cujo nível foi revisado em alta para 312 mil. O juro do título (T-Note) do Tesouro dos EUA de 10 anos disparou para até 4,84%, mas não chegou a interromper o comportamento positivo dos futuros de Nova York e das Bolsas na Europa, que sobem tendo em vista que, no fim das contas, as estimativas para o juro continuam as mesmas. As bolsas ignoram também o comportamento do petróleo, que sustenta-se acima de US$ 66,00 o barril na New York Mercantile Exchange (Nymex). O mercado acionário é favorecido nesta quinta-feira pelo noticiário corporativo, especificamente para o setor de telefonia móvel, pelo comportamento positivo do segmento de mineração e por notícias relacionadas a fusões. O dólar continuou em seu movimento lateral ante o iene e pressionado em relação ao euro. Às 10h53 (de Brasília), o juro da T-Note de 10 anos subia para 4,8337% e o juro da T-Note de dois anos avançava para 4,8197%. O futuro Nasdaq-100 subia 0,15% e o S&P 500 recuava 0,01%. O dólar subia para 117,83 ienes, de 117,78 ienes ontem. O euro subia para US$ 1,2068, de US$ 1,2028 ontem. Com informações da Dow Jones.

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